Visibilidade Trans: Vitória Guarizo e Alice Felis falam sobre preconceito e luta por direitos

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Em entrevista ao Observatório G, a modelo Alice Felis e a influenciadora Vitória Guarizo falaram, de forma ampla e pertinente, sobre o preconceito que assola a população trans e a importância de trazer a data à luz.

“O primeiro passo é acolher as pessoas que se encontram nessa situação. Acolher que eu digo é tendo empatia, parando para ouvir, compreender. Muitas das vezes só queremos ser amadas”, diz Vitória Guarizo, sobre formas de minimizar o preconceito.

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“Ensinando as pessoas que o certo é ter empatia ao próximo, dar mais amor e respeito ao próximo, saber respeitar o espaço do outro, saber que todos somos iguais”, opina Alice Felis.

Sobre a data – Visibilidade Trans

“O Brasil é um dos países mais transfóbicos do mundo, ao mesmo tempo que é um dos países que mais consome pornografia com transexuais. Ainda existe um tabu, um preconceito velado. Precisamos falar sobre o assunto. Vidas de transexuais importam”, diz Guarizo.

“Infelizmente sabemos que o Brasil é o país que mais mata transexuais e gays e o que mais busca pornografia e sexo com mulheres trans, lamentável isso. É com isso que percebemos o quanto nós trans não somos valorizadas e respeitadas, somos pessoas, merecemos respeito e amor. Não podemos ser massacradas, só queremos ser quem somos. Fui vítima de transfobia, por um momento pensei que não iria resistir, pensei que não fosse conseguir ter minha vida de volta. O mais triste disso tudo é que mesmo tendo repercussão o agressor está livre e vivendo como se não tivesse feito nada”, fala Alice.

“No dia 29 de janeiro de 2004, mulheres transexuais, homens trans e travestis foram a Brasília lançar a campanha “Travesti e Respeito” para promover a cidadania e o respeito entre as pessoas e que mostrasse a relevância de suas ações no Congresso Nacional. Foi o primeiro ato nacional organizado pelas próprias trans e isso repercutiu muito, de maneira que não só a data é lembrada e celebrada, como diversas manifestações e passeatas aconteceram ano após ano para reafirmar a importância da vida dessas pessoas”, destacou Vitória.

“Eu não vejo apenas esse dia como a data da visibilidade trans, pra mim todos os dias deveriam ser para visibilidade trans, porque todos os dias morrem muitas em busca apenas da felicidade de ser quem realmente são, e nada é feito, então pra mim deveria ser sempre. O respeito deve existir sempre”, complementa Alice Felis.

Alice e Vitória – Crédito fotos: Renan Buken / LV Assessoria
Alice e Vitória – Crédito fotos: Renan Buken / LV Assessoria
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