Carol Caldas
Carol Caldas, ativista lésbica - foto divulgação

A campanha ‘Sangue LGBT+ também salva vidas‘, que foi realizada em quatro hospitais públicos do estado do Rio de Janeiro na semana passada, foi estendida no Hospital Pedro Ernesto (HUPE)*, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio até o fim do mês.

Carol Caldas, a nova superintendente de Políticas LGBT+, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), fez sua doação de sangue na tarde desta terça-feira (07/07) e falou da emoção do ato de amor.  

“Estou muito emocionada ao doar sangue. É um dia que vai ficar marcado na minha vida. O sangue LGBT+ também salva vidas. O Rio de Janeiro sempre na vanguarda dos direitos civis. Hoje continuamos fazendo história. É uma alegria que não cabe em mim.Essa política salva vidas.”, afirma a superintendente de Políticas LGBT+ do Rio, Carol Caldas.


A campanha marca a passagem do Dia Mundial do Orgulho LGBTI (28 de junho) e a recente conquista, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), do direito de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexo, entre outros, também serem doadores.

Além de ampliar o tempo de duração da campanha, o HUPE e a SEDSODH, que promove a ação, fecharam uma parceria para a capacitação dos funcionários do seu banco de sangue para que estes prestem o melhor atendimento a essa nova parcela da população que começou a doar agora.

Recomendações

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos avisa: é necessário que o doador leve o documento original com foto, esteja bem de saúde e tenha entre 16 e 69 anos. Já os menores de 18 anos devem levar autorização e documento do responsável. 

Além disso, o doador deve ter peso mínimo de 50 quilos, não estar em jejum, evitar alimentos gordurosos três horas antes e ter dormido pelo menos seis horas. 
O intervalo mínimo entre uma doação e outra é de dois a três meses. Para conhecer outras recomendações e impedimentos à doação de sangue, acesse o site do Ministério da Saúde.

Decisão do STF

A restrição à doação de sangue de homens que fazem sexo com homens impedia que gays e bissexuais doassem sangue caso sua última relação sexual tivesse sido a menos de 12 meses. A proibição incluía mesmo aqueles que declaram ter usado preservativos e mantido relacionamento estável com um único parceiro.

A decisão que autorizou a doação foi tomada pela maioria dos ministros do supremo, em votação virtual concluída em 8 de maio. Os magistrados atenderam à ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo PSB, declarando inconstitucionais as restrições à doação a homens que fazem sexo com homens que constavam na Portaria 158/2016 do Ministério da Saúde e na Resolução RDC 34/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sangue LGBT+ também salva vidas

Horário: 8h as 15 h
Data: de seg. a sex. até 31/7
Local:  Hospital Universitário Pedro Ernesto
Endereço : Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 109 – Vila Isabel – Rio de Janeiro
*Por conta do isolamento social, as doações serão realizadas mediante agendamento pelo telefone (21) 2868 8134.