Oscar Wilde
Oscar Wilde (Foto: Reprodução)

Um artista emblemático e infelizmente condenado pela homossexualidade foi Oscar Wilde, autor do atemporal O Retrato de Dorian Gray. Nascido no dia 16 de outubro de 1854, na cidade de Dublin, foi um nome importante dentro da literatura.

Wilde foi um símbolo do esteticismo, sendo o principal porta-voz deste movimento artístico. Em suma, o esteticismo pregava a plenitude da liberdade do artista independentemente de qualquer fator, tendo o belo como a principal busca. Acreditava-se que o belo dava um tom de vanguarda às artes, sendo um brado confrontante ao tradicionalismo vigente na era Vitoriana.

Wilde era dono de uma personalidade irreverente, visionária e fascinante. Apesar de ser considerado um delito, Oscar Wilde nada fazia para suprimir sua homossexualidade.


Em resumo, após explicitar seus desejos sofreu perseguição pública que acabou desencadeando na prisão do literato. Contudo, foi libertado em 1897. Em decorrência de toda a pressão que incidiu sobre ele acabou produzindo poucas obras de prestígio, mas nunca deixou de defender “o amor que não ousa dizer o nome”, definição sobre a homossexualidade, como a forma mais perfeita de amor.

Alguns fragmentos de O Retrato de Dorian Gray

– A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder-lhe.

– Os que amam só uma vez na vida é que são superficiais. O que eles chamam de lealdade e fidelidade é a meu ver letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade é para a vida emotiva o que a coerência é para a vida intelectual: simplesmente uma confissão de insucessos.

– Na auto-acusação há uma espécie de volúpia. Acusando-nos, sentimos que ninguém mais tem o direito de nos censurar. É a confissão que nos absolve, não o sacerdote.

– Sim, você me estimará, sempre. Represento para você todos os pecados que nunca teve coragem de cometer.