Primeira vereadora trans eleita em Niterói deixa o país após ameaças de morte

Benny Briolly (Psol), foi eleita a primeira vereadora trans e mulher negra com mais votos nas eleições em Niterói, no Rio

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A vereadora Benny Briolly (Psol), que foi eleita a primeira vereadora trans de Niterói, no Rio de Janeiro, teve que deixar o Brasil após receber diversas ameaças de morte. Ela, que foi a parlamentar com mais votos recebidos nas eleições, gravou um vídeo na última sexta-feira (14), falando sobre a situação que está passando. 

Em entrevista ao portal G1, a vereadora desabafou sobre as ameaças que está recebendo. No vídeo, ela afirma que já fez denúncias a órgãos nacionais e internacionais de direitos humanos. Benny Briolly lamentou ter que interromper seus trabalhos na Câmara dos Vereadores de Niterói, no Rio.

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Nós estamos sofrendo uma das maiores violências políticas desse país. Nós, mulheres negras, travestis e transexuais. É impossível que depois de todas as denúncias, de todas as cobranças às instituições nacionais e internacionais de direitos humanos, eu não tenha uma resposta. Eu não posso exercer no parlamento, onde o povo me colocou, a minha função e meu exercício de vereadora.”

Através das redes sociais, a assessoria emitiu uma nota falando sobre as ameaças. “A vereadora Benny Briolly precisou sair temporariamente do país por conta de ameaças a sua integridade física. Não é de hoje que parlamentares negras, travestis, mulheres, LGBTQIA + e defensoras dos direitos humanos sofrem com a violência política dentro e fora dos espaços legislativos e de tomadas de decisões“, informou a nota nas redes sociais. 

Benny revela, que desde que foi eleita, sofreu uma série de violências: “De lá para cá, são incontáveis as agressões que sofre nas ruas e nas redes. Como, por exemplo, um e-mail citando seu endereço que exigia sua renúncia do cargo; caso contrário iriam até sua casa matá-la. Além disso, Benny recebeu comentários em suas redes sociais desejando que ‘a metralhadora do Ronnie Lessa’ a atingisse“.

Em tempo – O Brasil ainda é, infelizmente, o país que mais mata LGBTs no mundo. Segundo uma pesquisa baseada nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostrou que a cada uma hora um LGBT é agredido no Brasil. Fora isso, a pesquisa mostra que, do total de vítimas, 46% eram transexuais ou travestis. Já de acordo com levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia, (GGB), a cada 20 horas uma pessoa é morta no Brasil pela LGBTfobia, que é o conceito usado para definir os crimes e ações violentas contra as minorias sexuais.

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