Bandeira trans
Bandeira trans (Foto: Reprodução/Internet)

Lorena Valocci Vieira de Camargo, mentora formada no programa da Global Mentoring Group, dá dicas sobre os desafios de lidar com a orientação sexual no mercado de trabalho, que muitas vezes é cenário de coibição e preconceito.

“A consequência da aceitação depende de cada pessoa e do que ela espera com isso, por exemplo, se ela decide acabar com o tabu da sua sexualidade e se aceitar porque quer ficar livre do medo e viver em paz acima de tudo, ela pode sim ser feliz e trabalhar com mais produtividade, porque vai estar livre daquela pressão psicológica que o medo muitas vezes traz”, pondera.

 “Ou seja, se o medo de perder oportunidades, da rejeição e do julgamento têm maior peso que a vontade genuína dela de ser feliz, a aceitação da sua condição vai ser mais difícil e a facilidade de se autorrejeitar vai ser ainda mais forte”, alerta.


Em relação à importância da mentoria, Lorena foi enfática – “As pessoas buscam curar suas dores. Os mentorados que atendo e não se adaptaram à terapia me falaram que sentiam falta de compreensão por parte do interlocutor, como se ele não entendesse o que estava acontecendo. Pelo fato de ser trans e já ter essa experiência sentida de maneira profunda na minha vida, como a rejeição interna, busca pela aceitação e a superação, me permito chegar mais perto dessa dor, justamente porque eu a vivi. A busca é o olhar de alguém que já passou por essa situação, de quem não vai julgar, receber o conforto de quem já passou por essa experiência, porque acende a esperança de que também se pode superar e o mais importante: ‘de que eu não estou só’”, descreve.