Prefeitura do Rio leva ação contra COVID-19 a travestis e transexuais que vivem do sexo nas ruas

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A
Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS-Rio), em conjunto com a
Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), a II
Região Administrativa do Centro e o programa de segurança Lapa Presente,
promoveu  na noite desta quarta-feira, 24, uma ação de conscientização e
enfrentamento ao risco de exposição a infecção pelo coronavírus (
COVID-19) para as profissionais do sexo na região da Lapa, área central da
cidade do Rio.

Mulheres
cis, travestis, transexuais e garotos de programas que trabalham no mercado
sexual pela região do Centro da cidade foram orientados a ficar distante das
ruas durante o período de isolamento social. A força tarefa montada, também,
contou com as orientações da advogada e ativista Maria Eduarda Aguiar,
presidente do grupo Pela Vidda, que há mais de duas décadas, promove apoio às
pessoas vivendo com HIV.

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“Fizemos o
cadastro dessas pessoas para receber cestas básicas da prefeitura e
acompanhamento de saúde. Muitas delas moram na rua ou pagam por diárias em
albergues pela região da Lapa. Oferecemos os abrigos do município nesse momento
difícil. Somente duas delas aceitaram o acolhimento. Ficamos muito preocupadas
com a situação das pessoas LGBTs em situação rua, dos profissionais do sexo que
já estão expostos a todo tipo de violência e doenças todos os dias”.

Casa Nem

A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual vem acompanhando de perto as necessidades do abrigo LGBT Casa Nem, invasão em Copacabana onde mora mais de 70 pessoas. Duas delas estão isoladas com sintomas do coronavírus. Outro morador da casa foi retirado de ambulância acometido pela doença.

“Estamos
tomando todas as medidas de higiene, contato, e isolamento para evitar que uma
tragédia aconteça” explica a coordenadora da Casa Nem, Indianara Siqueira.

 O
Coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, reforça a
preocupação com a segurança sanitária do grupo, que depende do acolhimento na
Casa Nem para ter onde dormir e o que comer.

Imagina se
diante da situação precária que essas pessoas de vulnerabilidade já vivem,
contabilizarmos dezenas de casos de infectados pelo coronavírus nessa ocupação,
em plena Copacabana? Estamos agindo e levando serviços e buscando apoios.
Eles precisam de todo tipo de doações e da solidariedade das pessoas- pontua
Georgini.

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