Pouca participação política de LGBTs cria barreiras na conquista de direitos, afirma revista

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Uma reportagem do doutorando em Ciência Política, Cleyton Feitosa, para a revista Carta Capital, publicada na última segunda-feira (31), trouxe à tona o tema da participação de LGBTs na política. Mais especificamente, os motivos por trás disso.

Através do relato de uma experiência pessoal, na qual Feitosa recusou uma recomendação para tentar a vida política, ele explora as razões que afastam pessoas LGBT da ambição política. Para tanto, ele analisou a situação de LGBTs em comparação com a de mulheres, que também encontram dificuldade de representação na política nacional por motivos semelhantes: machismo e os padrões culturais de socialização.

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No caso delas, é claro, há ainda a dupla jornada de trabalho, que retira muito tempo livre; e isso se une a outros tipos de preconceito quando se trata de uma mulher Lésbica, Bissexual e/ou Transgênero.

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O autor explica que existem, sim, candidatos LGBT, e que o crescimento dessa taxa entre 1996 e 2016 foi de 1916%, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Entretanto, mesmo assim, o número de LGBTs, que se candidataram em 2016 correspondeu a apenas 0,04% do total.

“É difícil, em um contexto de educação cerceada como o nosso, as pessoas perceberem que a sexualidade e a identidade de gênero, mais do que meras características humanas, são marcadores sociais que definem valores, lugares e desigualdades”, afirma Feitosa.

“Assim, politizar a sexualidade é a primeira barreira para tornar a vida mais digna, plena de vivências, o que não é algo exatamente fácil já que não dispomos de políticas públicas sólidas ou uma rede de contatos, incluindo profissionais habilitados, para nos empoderar”.

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