Carla Zambelli e outros bolsonaristas usam crianças para atacar beijo gay do Superman

Carla Zambelli tem usado as suas redes sociais para se manifestar

Publicado em 30/10/2021 22:58
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É muito comum o nome de Deus ser usado como argumento de autoridade e forma de autopromoção, mas a suposta proteção à criança e à tradição têm sido as alegações mais usadas por conservadores que desejam manter a estrutura que delimita famílias e relações superiores e inferiores.

Carla Zambelli tem usado as suas redes sociais para se manifestar sobre a polêmica do beijo do filho do Superman, que acometeu as mídias nos últimos dias. Não é discriminação. Não é preconceito. Mas desenhos infantis são INFANTIS. Tempos sombrios estes que temos que afirmar o óbvio. Querem fazer séries ou filmes para incentivar o respeito às escolhas, ótimo! Mas não mexam com nossas crianças, pois no final das contas isso só divide e desagrega mais e mais, disse ela, ao postar uma foto da Mulher Maravilha, personagem bissexual, beijando a boca do Superman. E não foi só ela, outros políticos e influenciadores pró-Bolsonaro postaram coisas similares. O afeto é louvável e belo, sendo ele hétero ou homossexual.

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Conto infantil

Bom, o tema contos infantis sempre foi vasto. As histórias vieram das tradições orais de culturas diversas, que foram inventadas e reinventadas para maior aceitação da sociedade, mas assuntos complexos nunca ficaram de fora das narrativas. Na versão original da Chapeuzinho Vermelho, o lobo não apenas devora a avó por inteiro, mas parte o seu corpo em pedaços e separa seu sangue em garrafas. Na Branca de Neve, temáticas como mortalidade materna, crueldade da madrasta e irmãs compuseram o enredo. João e Maria já traz, por si só, uma composição cruel, já que os pais largam os filhos na floresta para morrer de fome. Na versão original anotada pelos irmãos Grimm, no século 19, Rapunzel recebe as visitas do príncipe na torre, logo, a princesa engravida, o que prova que essas visitas transcenderam o beijinho inocente no rosto. Nada disso é pauta de protesto, mas o beijo gay, apenas afeto, causa desconforto e ojeriza, então, existe sim um repúdio específico e direcionado, que é fruto da homofobia. Mas este desconforto profundo vem disfarçado de “preocupação com crianças”.

A homofobia não sobrevém estritamente na agressão física, verbal e explícita, ela também compõe uma estrutura na qual, comumente, existem questões religiosas envolvidas. George Weinberg a utilizou em seu livro “Society and the Healthy Homosexual”. Ele cunhou o termo “homofobia” em 1960, que apareceu pela primeira vez na imprensa em 1969. Ele fala que ela designa um repúdio específico ao homossexual e/ou à homossexualidade.

Esquerda e Direita

Vejam como a esquerda é incoerente: defende “mais escolas e menos presídios” para assassinos, pedófilos e estupradores, CONTUDO, quando identifica o que PODERIA ser um “caso de homofobia” (não é, mas vamos supor que fosse), defendem então que o acusado seja demitido (tirando seu direito de alimentar sua família que nada tem a ver com isso) e, claro, CADEIA!, finalizou Carla, que apenas replicou um pensamento que é muito recorrente nestes grupinhos em prol do governo, que é associar uma luta LGBT à esquerda. Ser LGBT e se manifestar contra homofobia não tem nada a ver com esquerda ou direita. A própria Dilma, em 2011, criticou o kit Escola sem Homofobia e tem declarações preconceituosas no currículo.

Influenciar crianças

No passado, a referência era sempre hétero e mesmo assim não foi empecilho para existirem gays, lésbicas e bissexuais. Países inóspitos com LGBTs, nos quais é um crime ser homossexual, não são barreiras para existirem homossexuais, eles existem e sofrem muito.

Você não consegue escolher os seus desejos, você tem a faculdade de exteriorizar ou reprimir, mas o sentir é uma resposta natural do corpo após um contato com outra figura que suscite a atração no sujeito. O desejo, descrito por Helen Kaplan em 1977, corresponderia à vontade de estabelecer uma relação sexual, a partir de algum estímulo sensorial (audição, visão, olfato etc.) que, também, pode partir de fantasias psíquicas.

Isto é, o seu corpo ao demarcar a interação com o meio, traz respostas. Quando você está com alguém que esteja acoplado dentro do seu campo de atração, o seu corpo responderá de forma ativa. É bem provável que, naturalmente, você sinta o desejo de estar perto daquela pessoa, porque ela te causa sensações fortes, pode ser algo bom ou perturbador, vai depender da forma como você lida com os seus desejos. A única maneira de o meio influenciar na sexualidade é no sentido da autodescoberta, você descobrir o desejo que já estava dentro de você.

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