Muçulmana e bandeira LGBT
Muçulmana e bandeira LGBT (foto: divulgação)

Parkfield Community School foi forçosamente obrigada a suspender as aulas até depois da Páscoa. O incidente ocorreu na cidade britânica de Birmingham, uma região dominantemente muçulmana. A escola primária engloba cerca de 740 alunos e foi tomada por uma atmosfera de tensão após o ocorrido.

O projeto escolar que visa perpetrar um temática LGBT e, por conseguinte, minimizar preconceitos, foi duramente criticado por pais muçulmanos. Segundo eles, a homossexualidade estava sendo agressivamente ensinada aos seus filhos, e o ataque colérico atingiu até o vice-diretor da escola Andrew Moffat, que é homossexual e recebeu ameaças.

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Para quem não sabe, a sharia é o nome dado ao conjunto de leis islâmicas. Seus preceitos são baseados no alcorão, ou seja, a religião costuma ser atroz com mulheres e LGBTs. Não existe separação de credo e política.

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Contudo, a reação dos pais é reflexo de princípios aprendidos desde a mais tenra infância. Mas um muçulmano não tem legitimidade de impor sua cultura a outra pessoa, Já que na Inglaterra a homossexualidade é legal desde 1967, o que ele pode fazer é tirar o filho da escola. Vale salientar também que, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi regulamentado no país em 2013.