Bolsonaro em entrevista
Bolsonaro em entrevista (© Alan Santos/PR)

Em entrevista ao canal de TV americano Fox News, transmitida na madrugada desta terça-feira (19) no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro foi apresentado pela jornalista Shannon Bream. Para ela, o presidente veio com uma imagem plural e controversa, como alguém que já fez “comentários incompatíveis com os valores americanos”, sobretudo direcionados à comunidade LGBT.

Evidentemente que, o presidente se defendeu, afirmando que os comentários são “tirados de contexto”. “Se eu fosse tudo isso, eu não seria eleito presidente. Há um grande número de notícias falsas, mas a população aprendeu a usar redes sociais e pessoas não mais acreditam nem confiam na imprensa tradicional”, afirmou.

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A maior contestação de Bolsonaro, se tratando desta questão, é que ele não tem nada contra LGBTs, cada um que viva sua vida. Contudo, quando os ativistas reivindicam direitos: constituir família e políticas sociais, visando perpetrar uma temática que minimize o preconceito, ele sempre se mostra irredutível, denotando incoerência.

Bolsonaro e  a definição de família

O presidente continua e usa preceitos bíblicos como argumentação: “Não tenho nada contra homossexuais nem contra mulheres e não sou xenófobo, mas quero ter minha casa em ordem. A definição de família para mim é uma só, aquela da Bíblia. Se você quer se envolver numa relação homossexual, vá adiante, mas não podemos deixar governo levar isso para a sala de aula e ensinar isso para crianças de cinco anos”, completou.

O maior desafio entre o ativismo e a postura de Bolsonaro é que, ele não compreende a homossexualidade como inata, mas como anormalidade. Vale frisar que, o conservadorismo, em sua essência, não está associado à posturas retrógradas e preconceituosas, mas ao ceticismo e a preservação daquilo que é atemporal. Posturas retrógradas, é pura ignorância e falta de percepção da própria realidade.