Paulo Gustavo já fez humor com religião para mostrar sua visão de mundo

De forma leve, Paulo também falava de política, religião e liberdade

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O humorista Paulo Gustavo, de forma leve, genial e descontraída, conseguia trazer assuntos concernentes ao cotidiano com um dom magistral de atingir a todos. Quem pensa que temas complexos como política, religião e liberdade ficavam de fora de seus roteiros inteligentes está incorrendo em um ledo engano.

Um registro dos bastidores das filmagens de “Minha Vida em Marte”, continuação de “Os Homens São de Marte e é Pra Lá que Eu Vou” (2014), no qual o humorista pede para o padre da cena casá-lo com o seu marido na igreja católica suscitou algumas críticas, que foram devidamente respondidas pelo ator na época.

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“Por que que não pode? Quem escreveu essa Bíblia? Tá desatualizado isso. Se Jesus Cristo fosse vivo hoje, estava no show de Pabllo Vittar. Com certeza. Tá todo mundo indo, menino! Quem é que está mandando a gente para cá? Eu, Pabllo Vittar, hoje em dia está nascendo um monte de bi. Cheio de fluído. Quem tá mandando os fluídos pra cá? É Deus. Então por que eu não posso casar na Igreja? Casa logo eu. Deixa de ser bobo. Larga disso!”, enfatizou por meio de um vídeo postado no Instagram.

“Meu vídeo sobre o casamento na igreja foi a forma que eu encontrei, através do humor, de fazer uma reflexão sobre como vejo o mundo e determinadas questões. Fiz o vídeo num tom descontraído, divertido e sem ofender ninguém! Se Jesus fosse vivo hoje, de carne e osso, poderia sim estar no show do Pabllo Vittar, tal como em qualquer outro show, de qualquer outro artista. Isto porque ele foi quem entendeu que todos eram iguais, merecedores do mesmo respeito, do mesmo amor, independente de condição, cor ou gênero”, deixou claro.

“Eu não ofendi a Deus. Quem ofende a Deus são todos que, em nome dele, cometem discriminação e disseminam ódio. Eu só tenho a agradecer a Deus porque ele sempre foi muito bom comigo, me dando saúde pra trabalhar, me deu honestidade para com a vida e para pagar todos os meus impostos corretamente, me deu generosidade pra ajudar a meus amigos e sustentar minha família, me fez um ser humano solidário com os mais necessitados, me deu humor pra enxergar a vida com mais leveza e talento pra fazer o que eu faço, que é trazer alegria pra vida das pessoas.” 

“A pergunta que eu faço é: o que as pessoas que tanto destilam ódio nas redes sociais (na vida) fazem pelo próximo, pelo coletivo e fazem de suas próprias vidas? O ódio não soma, não acrescenta, não cria. Já o amor, este sim, germina e se multiplica! E esse é o Deus que eu acredito e essas são as ideias que Jesus pregou e defendeu. Vocês acham mesmo que com toda essa raiva, vocês estão seguindo os mandamentos de Deus?”, finalizou.

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