Parada LGBT+: Especialista fala sobre o tema HIV e o preconceito com o público LGBT+

O vírus do HIV, por muitas décadas, foi tachado como uma doença relacionada à homossexualidade

Publicado em 5/6/2021
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 Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo será realizada dia 6 de junho, a partir das 14h, com transmissão ao vivo durante 8 horas seguidas. Nesse sentido, para deixar a atração ainda mais política, artistas e influenciadores digitais, convidados vão debater sobre o tema deste ano da festa, que é HIV/Aids: Ame + Cuide + Viva +.

O vírus do HIV, por muitas décadas, foi tachado como uma doença relacionada à homossexualidade, um dos tabus que cercam o assunto mundo afora. Além de tudo, a fragilidade ocasionada após o diagnóstico desencadeia outras doenças como a depressão, que afeta em torno de 5,8% dos brasileiros, alerta estudos.

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Alexander Bez – Psicólogo; Especialista em Relacionamentos pela Universidade de Miami (UM); Especialista em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia (UCLA), conversou com o Observatório G sobre o tema.

Preconceito

Entendendo de que é uma ação fora da realidade, existe porque as pessoas permitem assim se proceder. Manter a consciência de que a tolerância e o respeito se fundem em duas potentes armas, já se abrem portas para uma diminuição da discriminação e consequentemente assim também diminuindo a carga idealizadora radical a qual nutre o preconceito. Permitir-se aproximar do próprio estudo da virologia sobre AIDS também irá contribuir para a pessoa entender o funcionamento da doença e de como ela se transmite.  Os preconceitos têm suas bases fincadas em modelos sociais, familiares e culturais, geralmente criados pelos seus idealizadores ideológicos não ter conseguido conviver com qualquer tipo de outra situação/condição a qual não se encaixa perfeitamente na sua preconcepção ideológica. Fatores inconscientes também são outros pontos a serem tratados, pois por criação (nunca confunda com educação) pode ter havido falhas e/ou orientações contra outras classes de pessoas.  O antídoto do preconceito ainda se faz fundamental pela aproximação sempre constante compreendendo o quadro no geral pela compreensão de que nós temos ainda muitos fatores inexplicáveis.  A maior superação do preconceito é poder entender de que ninguém está incólume, sendo uma doença que atinge qualquer pessoa.

Por que a falta de informação e os preconceitos interferem efetivamente no tratamento dos portadores do HIV?

São dois fatores negativos que só pioram o quadro criando mais preconceitos em cima de uma patologia já carregada de inúmeros preconceitos. Muitas pessoas entendem que a doença continua ainda por ter muitos portadores culpando-os pelos quadros endêmicos da doença — o que aumenta mais ainda a discriminação e o preconceito. Se colocar no lugar da pessoa portadora da doença pode ajudar como um exercício de reflexão pessoal e de redução do próprio preconceito no qual não se leva a nada.

Qual importância do apoio familiar?

Inquestionavelmente fundamental para que a pessoa possa poder ter uma qualidade psicológica mais saudável e assim ter um convívio familiar ameno e tranquilo. É somente através dessas ações (apoio familiar, compreensão e entendimentos) familiares benéficas que a pessoa irá ter as emoções equilibradas, e tendo assim condições em lidar com todo o meio externo.

Qual a importância dessa conscientização com o Tema da Parada – “HIV/AIDS: Ame+ Cuide+ Viva+?

O se cuidar se dá precisamente através do uso do preservativo, preservando a sua vida! Incita cerebralmente a compreensão de que qualquer orientação sexual não está imunizada, qualquer pessoa pode contrair. Ame + Cuide + Viva +, simbolicamente do ponto de vista psicológico representa mesmo o” se cuidar e cuidar do outro”, amparando-o. A importância da conscientização é sempre uma grande iniciativa para a diminuição do estigma que essa doença carrega há décadas.

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