Orgulho LGBT+: Klébio Damas desmistifica estereótipos da bissexualidade

No dia 23 de setembro comemora-se o dia da Visibilidade Bissexual no Brasil

Publicado em 23/6/2021
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No mês do Orgulho LGBT, data efeméride quando, em 28 de junho de 1969, um grupo de policiais de Nova York fez uma rotineira e violenta batida no Stonewall Inn, bar onde a hostilização e abusos policiais eram frequentes. E a comunidade, que sempre se calava diante do tratamento indigno oriundo de grupos majoritários, resolveu reagir. Data continua trazendo muitas atividades voltadas à diversidade à tona.

Nesse sentido, o influencer e produtor de conteúdo, Klébio Damas, que é bissexual e trata, principalmente, questões do mundo LGBTQIA+, com muita leveza e humor, concedeu ao Observatório G suas dicas para ajudar o público a desmitificar conceitos estereotipados sobre a bissexualidade. O famoso tem 1,16 milhão de inscritos em seu canal no Youtube, chamado “Mundo Paralelo”.

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A data de celebração à Visibilidade bissexual surgiu em 1999 e foi criada por ativistas americanos. A bissexualidade é uma orientação sexual assolada por estigmas, como se o sujeito estivesse predestinado a nutrir “relações superficiais”, “traição”, “indecisão” e por aí vai. No dia 23 de setembro comemora-se o dia da Visibilidade Bissexual no Brasil.

Dicas de Klébio

Bissexualidade não é gostar 50% de homem e 50% mulher:

Ser bissexual não quer dizer que você precisa ir à balada e ficar com dois homens e duas mulheres. Não tem que terminar um relacionamento com um homem e o próximo relacionamento ter que ser uma mulher. Não é assim que
funciona. De uma maneira bem genérica, é como se existissem porcentagens, você pode gostar 80% de homem e 20%, 30% de um e 70% de outro, isso varia da atração que cada um sente. Por isso que a gente vê muitos bissexuais que acabam namorando um gênero, porque ela pode ter essa preferência. Só que preferir um, não invalida a bissexualidade da pessoa.

Divulgação

Bissexualidade é uma sexualidade como qualquer outra:

Assim como outras sexualidades, você não escolhe ser Bi, apenas é, você sente, se descobre. Acredito que por muito tempo, principalmente pela sigla ser anteriormente GLS, as pessoas davam muito foco para gays e lésbicas, então na cabeça da população ou era gay ou hétero, não tinham outras sexualidades. Mas depois começaram a ter mais visibilidade a bissexualidade e a pansexualidade, só que algumas pessoas que, lá atrás aprenderam daquela forma, parece que pararam naquilo. Até hoje eu escuto gente falando ainda, “você vai se descobrir gay” e eu estou aqui, há 7 anos, já sou casado e o pessoal continua nessa. Tem essa coisa de muitos falarem que são bissexuais, antes de se descobrirem gays e lésbicas e isso também acaba tirando muito a visibilidade da causa bi. Uma coisa que eu vivi muito e que justifica isso, é de vários gays me falarem que a bissexualidade é como se fosse uma sexualidade passageira, que você passa por ali para de fato chegar no que você é, mas não é assim. Algumas vezes acabamos sofrendo até dentro da comunidade LGBT, então tem muitas pessoas como homens e mulheres bi, que acabam se identificando como gays ou lésbicas porque é mais “fácil”, menos burocrático e vão escutar menos coisas preconceituosas.

Bissexuais são os que mais ficam no armário:

São pessoas que de fato não são aceitas 100% nem fora da causa, nem dentro. Nos dois lados você acaba escutando muita coisa. A gente tem que parar de invalidar a sexualidade das outras pessoas. Tem muitas pessoas que pararam no GLS e parece que não aceitam novas sexualidades. Só que é muito contraditório, visto que pessoas LGBTs, teoricamente, eram para ser pessoas que aceitam novas ideias, novas pessoas e que respeitam novas posições ou sexualidades. E se você não acredita que existe bissexualidade, pansexualidade, é bom procurar informação, estudar, porque escutar coisas assim de pessoas de fora da causa já é chato, mas escutar de dentro, é pior ainda.

Bissexuais ficam com pessoas trans?

Esse discurso de que a diferença entre bi e pan é que bis ficam apenas com pessoas cis e pans ficam com trans também, é um discurso totalmente transfóbico, e isso é muito ruim, porque acaba alinhando toda a bissexualidade à transfobia, sendo que não é isso. Então do mesmo jeito que se você for gay e ficar com um homem trans continuará sendo gay, ou for um homem hétero e ficar com uma mulher trans você vai continuar sendo hétero, isso não muda sua sexualidade, pessoas transexuais são homens e mulheres do mesmo jeito. E essa questão é muito transfóbica e acaba prejudicando toda uma causa.

A diferença de Bissexual e Pansexual:

É um assunto bem delicado. Existem duas vertentes. Uma delas fala que bi e pan são a mesma coisa, e existe outra que diz que a diferença é que bis ficam com homens e mulheres cis e trans, já o pan são pessoas que também gostam de não binárias e outras que fogem desse espectro de binário. Só que, historicamente, a diferença é basicamente o período em que a bissexualidade ganhou força, porque, quando as pessoas começaram a falar e dar visibilidade, pessoas não binárias ainda não era um assunto tão discutido. Então criaram a bissexualidade abrangendo homens e mulheres cis e trans, mas quando as não binárias começaram a ter visibilidade, criaram outra sexualidade para quem também gostava de pessoas que fugiam do espectro binário, a pansexualidade. Eu não sou ninguém para falar qual está certa ou errada, mas são as duas ideias que mais se discutem hoje em dia.

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