A vereadora Marielle Franco e a arquiteta Monica Tereza Benício
A vereadora Marielle Franco e a arquiteta Monica Tereza Benício (Foto: Reprodução/TV Globo)

Conforme reportamos, Monica Benicio, a viúva da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, confirmou a sua candidatura à Câmara Municipal da capital fluminense pelo PSOL .

Nesse sentido, em entrevista ao Dia, a candidata revelou suas pretensões no meio e destacou que teme não conseguir fazer uma transformação política. Monica ressalta que vislumbra grandes mudanças.

“A política institucional não era um espaço que eu vislumbrava. Meu modo de fazer política era dentro da academia. Sempre me dediquei à luta pelo direito à cidade na perspectiva do favelado enquanto arquiteta e urbanista. Esse era meu modo de fazer política, além da militância das ruas e acompanhando Marielle no lugar de companheira. Essa decisão vem com muita escuta de movimentos sociais. Era impressionante a quantidade de pessoas que me abordavam me pedindo para ocupar aquela Casa. Topei o desafio entendendo a importância de termos os corpos que são excluídos do nosso sistema ocupando aquele espaço. A execução da Marielle é um recado político para determinados corpos e para determinado fazer político. Ela diz que essa política institucional não aceita corpos das mulheres, de negros e negras, da população LGBTI e mais pobre. Nosso recado diante disso virá na disputa em 2020”, disse ela.


“O meu maior medo é uma não transformação dessa política que está aí hoje. É claro que para fazer essa política eu preciso estar viva, então os cuidados com a segurança devem ser tomados. Mas confesso que o que aconteceu com Marielle não me gera um medo que me faça recuar de uma disputa como essa. Muito pelo contrário, me estimula para que isso nunca mais volte a acontecer com ninguém”, enfatizou.