Michelle Bolsonaro (Reprodução)

A primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou a Casa Rosa – local de apoio ao público LGBT que intenta, sobretudo, atender às demandas do público adulto LGBT+. Michelle, por meio do Instagram, divulgou sua ação.

Hoje conheci um pouco do trabalho da Casa Rosa, uma organização da sociedade civil em Brasília (DF) que atende o público adulto LGBTQ em situação de vulnerabilidade social. Por meio do Programa Pátria Voluntária, conseguimos uma parceria com a Unicesumar para que as pessoas beneficiadas pela Casa possam realizar cursos livres e de graduação, voltados para a qualificação profissional. Também fizemos doação de cestas básicas e sabonetes”, começou.

“Parabéns ao time de voluntários que desenvolve esse importante projeto, foi muito bom estar com vocês”, finalizou ela, que recebeu muitos comentários elogiosos. Vale frisar que o Instagram destinado à entidade também postou a visita da esposa de Bolsonaro.


Em tempo – O público adulto LGBT possui suas especificidades e demandas próprias. Na postagem, a instituição mencionou Michelle Bolsonaro e destacou que foi escolhida para receber cursos de formação técnica e superior, que serão direcionados à comunidade LGBTQ+.

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Hoje recebemos a visita do pessoal da @patria.voluntaria, representados por @michellebolsonaro. Fomos contemplados com uma importante doação, além de sermos a instituição escolhida para receber cursos de formação técnica e superior que serão destinados à comunidade LGBTQ+. Foi um importante momento de fala para a construção de um discurso que sai do campo das ideias e parta para as ações práticas. Importante ressaltar que discursos de ódio matam diariamente, e são as políticas públicas, as principais responsáveis por cessar situações de violação. Tivemos a oportunidade de alertar para os seguintes dados: O IPEA (março/2020) estima que há 221.869 pessoas em situação de rua em todo o território nacional. Em 2016, o CENSO/SP divulgou que entre 5 a 8% de pessoas em situação de rua se autodeclaram LGBT. Em 2019 os relatores da ONU pela juventude LGBT afirmaram que a população LGBT está mais presente nas ruas do que a população não-LGBT. Segundo os relatores, o fator de exclusão dos LGBTs ainda é a família. Outro dado alarmante é que quase 2/3 da população LGBT em situação de rua já tiveram problemas de saúde mental. Afirmam, ainda, que quanto mais jovens e mais dependentes financeiramente da família, são mais vulneráveis. A vulnerabilidade está diretamente relacionada com a exclusão socioeconômica. Nosso projeto chegou até aqui apenas com recursos advindos da sociedade civil, e boa parte de tudo que temos é fruto do voluntariado, ações como a de hoje, são importantes e serão sempre muito bem vindas, e não se esqueçam, é o trabalho voluntário que faz a diferença na vida de TODES. Posicionamentos políticos à parte, o objetivo maior da ação de hoje foi a promoção social daqueles que contam com os serviços da Casa Rosa. #patriavoluntaria #trabalhovoluntario #casaacolhida

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