Maitê Proença comenta sua personagem lésbica em série sobre Bruna Surfistinha

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A atriz Maitê Proença deu uma entrevista ao Observatório da Televisão onde comentou seu papel como uma jornalista lésbica na série Me Chama de Bruna do canal Fox. O seriado é baseado na história da ex-garota de programa Bruna Surfistinha.

Na história a atriz interpreta Miranda, uma jornalista que trabalha como apresentadora de TV e que irá se envolver com a personagem Bruna Surfistinha (interpretada pela atriz Maria Bopp). A atriz contou que o bom roteiro foi o principal motivo que a fez aceitar o convite. Maitê também comentou as polêmicas envolvendo uma criança e um homem nu na exposição do MAM recentemente.

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“Eu gostei da série, gostei do que li. Eu acho ela poderia ter uma pegada oportunista que visasse um pequeno nicho de público e ela não tinha. A série tinha uma grandeza nas cenas dela, uma forma de tratar os assuntos que eu achei corajoso, mas bem honesto. Na minha negociação pra fazer eu pensei: ‘dá pra fazer, eu gostei de ler esse negócio’. Roteiro é um negócio, em geral, meio chato pra ler, ele não é literatura, foi feito para ser encenado. Quando a gente gosta do roteiro, já é um bom sinal, porque tem uma base boa em cima da qual se trabalhar” contou a atriz.

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“A forma como a gente tratou a relação das personagens. Meu personagem se relaciona basicamente com o da Maria. Eu me senti muito bem, foi muito bom. Eu torço que funcione” explicou.

Sobre as polêmicas envolvendo a performance de um homem nu no Museu de Arte Moderna em São Paulo, a atriz sugeriu que existe uma tentativa em tentar distrair as pessoas do que realmente importa no atual cenário do Brasil.

“Acho que tem muita falta de informação, se a gente for no cabeleireiro e perguntar para aquelas pessoas se elas sabem porque que surgiu toda essa polêmica, elas não sabem. Elas acham que uma criança pegou no pinto do homem que estava provocando ela e era cena era libidinosa, porque falou-se em pedofilia, em zoofilia, e tudo isso te torna mentirosa. Então os conservadores de todas as áreas com suas agendas próprias estão demonizando a arte para afastar o foco de acontecimentos verdadeiramente demoníacos, que é a falta de saúde, a falta de educação de qualidade para todos, a miséria que voltou por conta da roubalheira desenfreada. Então, quando acontece uma coisa dessa que você pode através da mentira induzir a população a uma reação, trocar o foco daquele negócio que te incomoda e atender as suas próprias agendas conservadoras, fazem com que as pessoas fiquem mais conservadoras e reagem como se aquilo fosse verdade. Hoje em dia é muito fácil com a internet criar versões em cima da ignorância”.

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