Ludmilla dispara sobre o racismo: “Tive que me mutilar para ser aceita”

Intérprete de 'Rainha da Favela' falou à Folha de S.Paulo sobre o racismo em sua carreira

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Nesta segunda-feira (19), a estrela do funk Ludmilla decidiu abrir o coração e falou sobre o racismo que sofreu durante a toda a sua carreira. Em entrevista  à “Folha de S.Paulo”, a intérprete de ‘Rainha da Favela’ contou sobre as cirurgias plásticas que fez, já que tentava se enquadrar em um padrão imposto pela sociedade.

“Eu era a MC Beyoncé lá atrás. Tem alguma propaganda com a MC Beyoncé? Não tem! Porque eu não era padrão. Não era aceita. Nenhuma marca queria ser representada pela MC Beyoncé. Por isso, tive que me mutilar, afinar meu nariz, porque queria ser aceita”, disse a cantora.

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Ludmilla também lamentou a decisão da Justiça que deu vitória a Val Marchiori, no processo movido pela cantora por racismo, após a socialite afirmar que Ludmilla tinha ‘cabelo de bombril’ durante um desfile de carnaval. “Foi muito triste, ainda mais vindo de uma pessoa que deveria estar ali protegendo os brasileiros, preservando e conservando uma luta que vem de anos. E, talvez, fazendo uma reparação que é histórica, porque o racismo estrutural é histórico. Senti que a gente andou uns anos para trás, porque olha quantas pessoas se sentiram fortes depois da decisão de falar que aquilo é liberdade de expressão. Ela (Val Marchiori) comemorou em vídeos nos stories, tomou champanhe. Outras pessoas se sentem fortes para comparar nossos cabelos com Bombril”, desabafou Lud.

Por fim, a estrela carioca criticou o atual governo, mostrando sua insatisfação com a demora da vacinação para a população. “Somos um dos últimos países a receber a vacina. Estamos parados. Então serviu para eu me interessar sobre o assunto. Não quero mais estar nessa de ‘não sei’. A gente não pode mais ficar nisso. Tem que ir para cima. O governo atual é péssimo. Estamos numa situação muito precária”, finalizou.

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