Jean Wyllys (Reprodução/Instagram)
Jean Wyllys (Reprodução/Instagram)

O ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) entrou com um processo judicial nesta quinta-feira (28), contra Carlos e Eduardo Bolsonaro, por disseminarem fake news com seu nome. As informações são do jornal Extra.

Conforme à publicação, Jean afirma ter sido alvo de uma campanha difamatória, onde foi associado a Adélio Bispo, autor do atentado contra o presidente na campanha eleitoral de 2018.

Além de Carlos e Eduardo, o escrito Olavo de Carvalho e outras sete pessoas ligadas à base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro também estão sendo processadas. O ativista LGBT pede o pagamento de danos morais que variam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, retratações públicas e a exclusão de publicações em redes sociais.


“As fake news causaram danos terríveis, alguns irreparáveis, à minha vida. Estou em exílio por ameaças de morte em parte estimuladas pelas fake news contra mim. Sempre inferi que elas estivessem diretamente ligadas aos Bolsonaro e seus cúmplices”, disse Jean ao Extra.

E completou: “Eu não poderia deixar minha vida ser totalmente destruída sem fazer nada, sem reagir. Daí eu entrar com essas ações na justiça contra os difamadores. Os processados aparecem também nos inquéritos da PF sobre a rede criminosa de fake news”.

A atitude de Jean Wyllys acontece um dia após ser instaurada uma operação da Polícia Federal para averiguar o financiamento de fake news no Brasil, conhecido popularmente como “gabinete do ódio”.