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Ivete Sangalo (Reprodução)

Convidada do programa Amigos, Sons e Palavras (Canal Brasil), que é apresentador por Giberto Gil, a cantora Ivete Sangalo abriu não só o coração para falar de música, mas também sobre militância.

Um dos grandes nomes da música brasileira, Ivete também participou da gravação do álbum Obatalá, que faz homenagem a yalorixá Carmen, do terreiro do Gandois, na Bahia. No bate-papo com Gil, ela falou sobre intolerância religiosa.

“Uma coisa que não compreendo é que a própria pessoa que não aceita tem uma condição de escolhas e não escolhas na vida dela. Às vezes, eu não acho boa sua religião e quero dizer a você. Só que eu tenho uma outra história na minha vida que outras pessoas não aceitam. As pessoas ficam tão cegas em torno do próprio umbigo que elas não querem perceber a própria necessidade delas de serem aceitas dentro da sociedade”, disse Ivete.


“As discussões são importantes para trazerem à luz uma série de questões, sim. Mas hoje as pessoas falam mais do que fazem as coisas. Não falo de grandes feitos, eu falo de dentro de casa, com você mesmo. Você se descobrir, se amar, entender você. Você gosta do que você é? Você olha no espelho e gosta disso?”, acrescentou.

Em outro momento da entrevista, Ivete chegou a afirmar que é difícil não discutir política em todas as áreas, já que política “está no caminho de tudo”. Ainda segundo Ivete, ela acha feio que milita apenas para “se mostrar”.

“Fazer para mostrar ao outro é um erro, minha gente. É como fingir que está gozando, sacou? Vou fingir, sim, ok. Deu tudo certo. ‘Acabou a noite, gato satisfeito…’ Ah.. Que maravilha. Conversa com você: você só perdeu, não ganhou nada. Você não ganhou absolutamente nada e não entregou absolutamente nada”, disparou ela, que vai lançar cinco músicas nos próximos meses.