Igrejas alemãs desafiam Vaticano e abençoam casamento gay

São cerca de 100 igrejas de todo o país que estão oferendo as bênçãos da união de pessoas do mesmo sexo

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Nesta segunda-feira (10), as igrejas católicas alemãs resolveram desafiar abertamente o Vaticano, oferecendo benção a casais do mesmo sexo, como forma de protesto contra a recusa em aceita-los. Em março, foi decidido que a Igreja Católica, membros como padres e outros ministros religiosos, não podem abençoar casais homossexuais. São cerca de 100 igrejas de todo o país que estão oferendo as bênçãos.

O comunicado foi emitido e aprovado pelo Papa Francisco dizendo que a união entre pessoas do mesmo sexo não pode ser abençoada porque Deus “não pode abençoar o pecado”. No entanto a “desobediência” das igrejas alemãs que tem no ofício, que todos os casais serão convidados a serem abençoados, independentemente de sua orientação sexual.

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No próximo domingo, dia 16 de maio, em Berlim, o reverendo Jan Korditschke, um jesuíta que trabalha para a diocese preparando adultos para o batismo e ajuda na congregação de St. Canisius, conduzirá bênçãos para casais gays em um culto de adoração. 

Estou convencido de que a orientação homossexual não é ruim, nem é o amor homossexual um pecado“, afirmou Korditschke à agência de notícias Associated Press. “Eu quero celebrar o amor dos homossexuais com essas bênçãos porque o amor dos homossexuais é algo bom“.

Segundo Korditschke, é importante que os homossexuais possam se mostrar dentro da Igreja Católica e que não teme a possível repercussão no Vaticano. “Eu defendo o que estou fazendo, embora seja doloroso para mim não poder fazer isso em sintonia com a liderança da igreja“, disse Korditschke. “A homofobia de minha igreja me deixa com raiva e tenho vergonha disso“.

O Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK), que tem defendido bênçãos para homossexuais desde 2015, posicionou-se mais uma vez a favor e classificou o documento do Vaticano como “não muito útil”. “São celebrações de adoração em que as pessoas expressam a Deus o que as move“, disse Birgit Mock, porta-voz do ZdK.

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