Foto: Reprodução/Facebook
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Uma garota de 17 anos relatou que foi agredida covardemente por um homem, em Cubatão (SP), que não soube ouvir um não e, mais do que isso, segundo a menina, após revelar a sua orientação sexual, o agressor teria dito “que pessoas assim têm que morrer”.

 “Ele estava faz tempo dando em cima de mim. Inicialmente eu só tinha dito não e nem contei que era lésbica. Mas ele puxou meu cabelo mesmo assim para me dar um beijo e aí eu falei que gostava de mulher”, conta a moça, que encontrou o rapaz em uma festa e foi espancada quando voltava para casa.

Depois de tanta insistência, a garota disse que era lésbica e achou que o acusado tinha desistido. “Mas toda hora que ele passava perto de mim, me empurrava com o cotovelo. Então falei para minhas amigas que iria embora porque estava sentindo que esse cara estava querendo arrumar briga”, relata.


Quando resolveu ir embora, foi abordada na rua. “Nessa hora eu só senti ele me puxando pelo cabelo, momento em que foi me arrastando. Eu cai no chão e ele jogou a moto para o lado e começou a me agredir com socos e chutes”, diz.

“Eu acho que sofri preconceito duas vezes. Uma por ser mulher, porque ele não respeitou meu não. É como se o não da mulher não tivesse voz. E a outra devido a minha orientação sexual. Por isso tomei coragem e postei sobre o ocorrido nas redes sociais, porque quero justiça e encorajar outras mulheres que passem por isso a denunciar também. Porque eu me culpei e senti vontade de não me envolver mais com mulher, é um sentimento horrível, você se sente um lixo, com medo e impotente. E na verdade eu não fiz nada de errado. Ele tinha que me respeitar“, desabafou ao G1, neste domingo (13).