Rodolffo BBB21: Até onde devemos ser professor e ensinar as pessoas do óbvio,

O cantor não acolheu a crítica sobre Racismo Estrutural feita pelo João Luiz alegando não ter ofendido o participante

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O participante Rodolffo do BBB21 acabou sendo protagonista de um tema social super relevante para o momento em que vivemos: será que devemos ensinar a todo momento as pessoas o que é certo ou não a ser feito? Ao decorrer dos 21 anos de existência, é comum o Big Brother Brasil, por meio dos seus participantes, trazer pautas que são relevantes em nossas vidas, pois além de retratarem a realidade advinda dos seus participantes, nos mostra a proximidade que certas temáticas têm com nossas convivências sociais. 

O dono do Hit mais escutado no mês de março no Spotify, Batom de Cereja, protagonizou uma sensibilidade repentina no público na noite anterior do paredão que viria eliminar Carla Diaz, evidenciando como a homofobia ainda é camuflada em nossa sociedade. Todos os indícios constavam a saída dele, entretanto, aconteceu o oposto. O cantor foi indicado ao paredão pelo outro participante, assumidamente LGBTQIA+, Gilberto, devido a uma fala sobre o Fiuk:

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“Como que leva esse menino de vestido para umas boates lá em Goiânia, Oh Sarah?”, diz o ‘Bastião’, conforme apelidado no próprio reality.

Rodolffo, naquela época, procurou o Fiuk na noite anterior ao paredão, para poder se desculpar:

Fui criado numa cidade do interior, onde as pessoas do meu convívio sempre foram racistas, homofóbicas, machistas … A partir do momento que, por conta da minha profissão, eu tive oportunidade de abranger meus conhecimentos – e por conta também da Rafa, que foi uma pessoa que me ensinou muito sobre tudo isso – eu venho aprendendo”, afirmou chorando.

Essa fala fez com que a percepção de muitas pessoas mudasse, se sensibilizando em acolher o arrependimento, até então real da parte dele. Quando ocorreu a saída da Carla Diaz, ele tratou o nosso movimento anti LGBTfobia como “mimimi”, e logo na sequência fez outro comentário sobre o cabelo de outro participante gay do Big do Bigs, João Luiz. Trazendo a ironia nesta pauta, o professor João, frustrado com o comentário preconceituoso emitido pelo cantor, desabafou com sua amiga, mulher negra, Camilla de Lucas:

” Eu nunca tinha passado por situações aqui dentro e não achei que passaria. Eu não sou um homem das cavernas. Associar a uma peruca de homem das cavernas ao meu cabelo foi chato”, consta de um trecho do desabafo de João na casa. Ele continua: “Fiquei desconfortável e, na hora, não consegui falar que eu não achei legal, e acho que ele nem percebeu. Foi muito chato. Fiquei pensando, não sou um homem das cavernas só porque meu cabelo é desse jeito”.

Sendo assim, eu te pergunto, até quando devemos ser professores em determinadas pautas? Cada pessoa tem o direito único de ser, de se vestir, de ter o cabelo e o usar como quiser. Somos seres independentes, e são estes pequenos traços de diferenças que formam a nossa diversidade. Temos que ter empatia em acolher as dificuldades do próximo, até mesmo em relação a respeito. Mas fica o recado aos homofóbicos e racistas de plantão, que não somos seus professores, muito menos pessoas que se resumem a “mimimi”. Lutamos pelo nosso direito de existir, batalhamos por uma equidade que muitas pessoas rotulam como “Choro Livre” o que para nós é “Choro de medo e desespero”.

Para completar, na noite desta segunda-feira (5), com um ato branco e heroico, o participante João Luiz relatou o episódio do preconceito estrutural citado acima, durante o movimentado jogo da discórdia no Big Brother Brasil. A dinâmica tratava-se de colocar três flechas entre os participantes, uma delas era de “pior jogador” no achismo dos candidatos ao prêmio de 1,5 milhão de reais. João, guerreiro, colocou a fecha no cantor e disse:

“Lá no quarto cordel, que estava eu, Caio, Rodolffo e Juliette. E estou dizendo isso agora, porque para mim é um momento de muita coragem de poder estar falando isso agora. Mas o Rodolffo chegou a fazer uma piada, comparando a peruca do monstro da pré-história com meu cabelo, e isso para mim tocou em um ponto muito especifico, por que o jogo pode ser ‘sim’ de coisas que a gente que vive aqui dentro, mas tem que ser também um jogo de respeito. Te daria mais quatro flechas daquela”, disse o João.

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