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Gloria Groove (Reprodução/Instagram)

Destaque do primeiro final de semana do Rock in Rio 2019, a cantora Gloria Groove voltou ao festival neste domingo (29), e falou um pouco sobre representatividade LGBTQ+ no evento.

Um dos principais nomes do cenário drag nacional, a cantora paulistana fez questão de afirmar que ainda é muito pouco tempo de carreira para garantir uma representação musical de sua comunidade.

“Ainda estou engatinhando pra garantir representação, mas estamos tendo uma evolução incrível sobre como estão encarando os LGBTs na música. Não é nada com o que pode acontecer daqui 10 anos. É só o pontinha do iceberg do que pode acontecer”, disse ela em uma entrevista à revista Quem.


Em outro momento, Gloria afirmou à publicação sentir que o público que não é LGBT acaba se identificando não apenas pela música, mas também pela personalidade que tem por trás da drag queen.

“As pessoas se enxergam na nossa humanidade. Sou uma drag, mas todo mundo sabe que sou Daniel e Gloria é minha expressão artística. Na vida sou só um menino gay querendo trabalhar com música, que sempre amei”, declarou ela, que acabou de lançar um single com Karol Conká e Linn da Quebrada.

“É completamente político eu, Karol Conká e Linn da Quebrada naquele palco, porque o nosso corpo é político e com figuras mega marginalizadas: a mulher preta, a bicha preta e a travesti marginalizada. São três potências que hoje são ícones pra gente como a gente. Isso já mostra como nosso corpo é político e importante neste momento que vivemos agora”, comentou a drag queen, sobre a apresentação que fez no festival na última sexta-feira (27).