Aos 42, a atriz transexual, Renata Peron, chorou ao comemorar as conquistas que conseguiu realizar nos últimos anos. A artista é uma das estrelas a aparecer na nova temporada da série Rotas do ódio, que estreou neste domingo (4), no canal pago Universal TV.

Durante a entrevista coletiva para a estreia da série, Renata, que até se candidatou como deputada federal, relatou as dificuldades de ser uma pessoa transgênero no Brasil e ter um emprego fixo.

Foi muito difícil fazer universidade por conta da palavra que falta nas pessoas, ‘empatia’. Mas eu consegui. Hoje sou uma assistente social. Fiquei três anos mandando currículo e agora vou trabalhar na área. É uma vitória, e a gente tem que gritar pro mundo, porque a sociedade só vê desgraça numa travesti”, contou a atriz ao site Notícias da TV.


E completou: “É [uma conquista] chegar aos 42 anos, não ter sido assassinada aos 35, que é a média que a gente tem de vida, e ainda por cima conseguir algo que para os outros é supernormal: ter uma vida digna, moradia e emprego. Por isso é importante que [a história de vida] se reverbere, para incentivar outras meninas trans”, afirma Renata, que antes morava em uma ocupação.