Ex-ginasta fingia dor para fugir de abusos de técnico da seleção

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Diante das acusações de abuso sexual de mais de 40 ginastas artísticos contra o ex-técnico da seleção brasileira de ginástica Fernando de Carvalho Lopes, o ex-ginasta Lucas Altemeyer, de 29 anos, contou em entrevista ao GloboEsporte.com, que chegou a criar uma estratégia para fugir dos episódios de assédio.

O jovem, que hoje é artista de um circo canadense, trabalhou com o técnico quando era contratado do Clube Mesc entre 2003 e 2005. “No momento em que ele [Lopes] mal encostava perto do meu órgão genital eu fingia que tinha batido muito forte, caía no chão, colocava a mão nele [pênis] e ficava falando em voz alta: ‘Nossa, você bateu! Tá dando treino ou tá me machucando?’. E ele assustava no momento, pedia desculpa e, quando eu retornava para o exercício, ele já me auxiliava de uma forma correta, sem precisar tocar”, revelou.

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“Com o passar dos dias ele me auxiliava corretamente, não tocava, mas depois de um tempo achava que eu tinha esquecido, tentava de novo e mais uma vez eu fingia de novo. Eu falava: ‘Meu, foi muito forte, toma cuidado’. E era essa forma que eu achava para evitar que ele fizesse isso”, completou.

Capitão da equipe na época, Altemeyer afirma que chegou a passar a mesma estratégia para outros atletas que se queixavam de alguma situação de assédio que passava. Ele espera que quanto mais vítimas denunciem os abusos, mais decente se tornará o ambiente.

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