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Madonna (Reprodução)

Hoje (16) a rainha do pop completa 62 anos. Como todos sabem, no transcorrer de sua carreira, Madonna sempre fez ecoar sua voz em prol de causas que acredita. Aids, gravidez na adolescência, direitos LGBTs, foram algumas das pautas levantadas pela cantora durante toda a sua trajetória como artista política.

No início de sua jornada, Madonna tencionava ser uma dançarina de sucesso e não cantora. Nesse sentido, para sua sorte, contou com figuras emblemáticas como Martha Graham, sua admirada professora de dança, a qual ela já prestou exímias homenagens.

Sempre muito autêntica em seus posicionamentos, a rainha do pop já falou abertamente sobre ter sido estuprada aos 19 anos. A declaração foi dada por meio de um texto escrito por ela para a revista “Harper’s Bazaar”, de outubro de 2013. O evento foi traumático e, segundo ela, um companheiro sombrio por muito tempo.


La Isla Bonita

Sucesso astronômico e atemporal, La Isla Bonita foi originalmente oferecida a Michael Jackson na época. “Depois do Victory Tour, eu ainda estava em contato com Michael e Quincy e fiz um trabalho para eles e Quincy me chamou e disse: Quero que você faça algo pelo estilo da cantora Sade para Michael, você poderia compor algo assim? Eu escrevi essa música e enviei-a com alguma voz gravada e a frase “Isla Bonita”. Ele me ligou e disse: “Oh, creio que não seja para o Michael”, disse Patrick Leonard. A música traz uma sensualidade natural e livre, além de uma letra romântica e instigante. A canção faz parte do álbum True Blue da cantora.

Repertório brasileiro

Madonna é fã de música brasileira, a cantora já confessou, inclusive, que ama o Rio de Janeiro, pois a cidade traz uma atmosfera “romântica e selvagem”. Além do mais, em entrevista, revelou ser uma admiradora da Bossa Nova e ter ouvido muito João Gilberto durante a gravidez. A saber, a famosa já partilhou vídeos ouvindo Carmen Miranda e Daniela Mercury.

Erótica

Erótica foi um álbum transgressor na época, e seria ainda nos dias atuais, onde os desejos se escondem sob o invólucro da hipocrisia. Lançado em 29 de setembro de 1992, Madonna ousou de diversas formas. A canção trouxe uns vocais transcendentais que, aliás, causaram controvérsia, pois Fairouz alegou que os mesmos haviam sido usados ​​sem o seu consentimento. El Yom ‘Ulliqa’ Ala Khashaba é o nome da canção.

Crucificada e pedindo clemência

Durante um show na turnê “Confessions Tour”, em 2006, Madonna foi crucificada usando uma coroa de espinhos, assim como Jesus Cristo. Apesar de ser muito criticada como se sua ação fosse um acinte de uma “senhora que quer aparecer”, a crucificação é um simbolismo muito usado nas artes – pintura, filmes, livros, etc. Como o perdão é a face redentora do pecado, a cruz vem como uma forma de pedir clemência e misericórdia. Além de conferir um tom dramático e trágico a qualquer cena. A rainha do pop confessou que queria chamar a atenção para que o governo ajudasse as minorias e causa da Aids, que crescia absurdamente. Todavia, segundo os tabloides ingleses, a cruz da Madonna foi construída com diamantes, avaliados em mais de 8 milhões de Euros, o que para muitos seria uma contradição.

Aliada da diversidade

Sempre aliada de LGBTs, em todos os aspectos. Madonna já usou muito a sua voz para trazer à tona causas de grupos minoritários. Durante a festa de Ano Novo do Stonewall Inn, Madonna realizou um discurso e um show. A cantora fez uma aparição surpresa no local e aproveitou para ensejar um discurso sobre amor e igualdade.

“Se realmente olharmos e realmente aproveitarmos o tempo para nos conhecermos, descobriríamos que todos nós sangramos da mesma cor e todos precisamos amar e ser amados”, disse.