Pessoas que vivem com HIV
Pessoas que vivem com HIV (Ilustração Free iS/iStock)

Pessoas que vivem com HIV que estiverem usando antirretroviral tem risco menor de desenvolver sintomas relacionados à Covid-19, aponta recente estudo realizado na Espanha com mais de 70 mil pacientes. A pesquisa reafirma que pessoas soropositivas em pleno tratamento não estão no grupo de risco da pandemia do novo coronavírus.

Quando se falou sobre grupos de risco, surgiu imediatamente se pessoas que vivem com HIV estariam o grupo de risco, mas entendeu-se que estando em tratamento, os riscos são iguais para todos, ou seja se tiver alguma outra comorbidade pré-existente, assim como quem não é soropositivo.

O estudo do do American Journal of Managed Care publicado em 29 de junho, afirma estudos anteriores desde o início da pandemia ainda na China. O estudo feito com 78 mil pessoas que vivem com HIV+ comprovou que quem está em tratamento com antirretrovirais enfrentam menos risco de morrer ou apresentar sintomas graves do novo coronavírus do que pessoas sem HIV.


A estratificação por idade e sexo mostrou que ser homem e ter mais de 70 anos aumentou as chances de um diagnóstico COVID-19 e a hospitalização por ele. De fato, mais de 80% dos novos diagnósticos de HIV no país estão entre homens que fazem sexo com homens.

A maioria dos pacientes estava em um regime de TARV compreendendo um backbone TAF / FTC (33%), um backbone ABC / 3TC (26%) ou TDF / FTC (16%). Os outros regimentos consistiram em inibidores da integrase (50%), inibidores da transcriptase reversa não nucleossídeo (21%) e inibidores da protease (19%), todos como o terceiro medicamento.

O risco para o diagnóstico de COVID-19 continua sendo igual em pessoas HIV + e na população em geral, ou seja, todos estão em mesmas condições de contrair a doença. O estudo apenas elenca que riscos de complicações são menores em pacientes de HIV que se tratam com tenofovir disoproxil (TDF) e emtricitabina (FTC).

Do total de pacientes do grupo estudado, apenas 0,3% (236) tiveram COVID-19 diagnosticado. Nesse grupo, apenas 6,4% (15) necessitaram de cuidados em UTI e 8,5% (20) morreram.