Eleições LGBT+ (Foto: Reprodução)

O partido PSOL anunciou que lançará Paulo Trindade como o pré-candidato da sigla à prefeitura de Manaus nas eleições 2020. Ano passado, o PSOL já havia ressaltado que o ideal era investir em uma candidatura coletiva, ou seja, defensores de diferentes bandeiras como Igualdade, Maternidade e Direitos LGBTs.

Precisamos encantar a política. O Psol tem um compromisso com as lutas sociais invisibilizadas. O partido hoje, desempenha o papel de buscar consolidar uma frente de esquerda, junto a partidos como PCB, PSTU, PT, PSB, Rede e PC do B. Tenho um legado no movimento estudantil, na cultura, na comunicação e LGBTI+”, começa ele.

“Estou inserido nos debates sobre gênero, sexualidade e direitos humanos. Pensamos uma Manaus que aponte para o futuro e lance alternativas, diante do caos em que se encontra o país”, afirma Paulo Trindade.


Totalmente associado à esquerda, intitulado por muitos como extrema-esquerda, o PSOL traz em sua agenda pautas voltadas para grupos minoritários. Recentemente, afirmou que pretendia eleger a primeira vereadora pela causa LGBT em Manaus.

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SOU PRÉ-CANDIDATO A PREFEITURA DE MANAUS PELO PSOL Estamos aqui para viver! Diante da pandemia e da crise global, onde a cidade de Manaus repercute negativamente como protagonista nas manchetes nacionais e internacionais, coloco à disposição minha trajetória de vida e de militância para ocupar o Executivo Municipal da cidade. Precisamos encantar a política, e dar voz ativa aos que historicamente, sempre foram invisibilizados. Represento uma ancestralidade indígena e negra e como parte da comunidade LGBTI+, tenho gratidão pela luta das mulheres que abriram caminhos para existência e a diversidade de corpos, territórios e fronteiras. Principalmente as mulheres indígenas, pretas, trans, por quem nutro profunda admiração. Sempre estive no front da defesa dos direitos civis e humanos, do combate à violência, contribuindo com as ações transformadoras sociais e estruturais dessa maioria inviabilizada. Chegou a oportunidade de perceber como os 200 anos de estudos de gênero podem impactar a política da vida real. Da vivência dos moradores da Av. Itaúba, ao calçadão da Ponta Negra. Do centro histórico, ao Tarumã, essa proposta busca romper com certos hábitos na política que buscam eternizar racismo, desigualdade e miséria. É inaceitável que, ainda hoje, encontremos pessoas em situação de rua e de abandono, sem moradia digna, imigrantes e em situações de extrema vulnerabilidade, quando temos um número significativo de imóveis sem uso social em diversos bairros da cidade. (Contínua)

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