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Gabigol Foto:reprodução

O Grupo Arco-íris, que atua em defesa da comunidade LGBTQ+, protocolou, na última terça-feira, um pedido no Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ) para atuar como auxiliar na denúncia contra o Flamengo.

Tal denúncia aconteceu após o clássico “Flamengo X Fluminense”, no Maracanã, realizado no dia 12 de fevereiro, onde torcedores do time rubro-negro promoveram gritos homofóbicos e LGBTfóbicos contra jogadores do tricolor.

Em sua petição para auxiliar no julgamento, o Grupo Arco-íris, requere o seguinte: Desejamos que as condenações sejam convertidas em prestação de serviços comunitários à comunidade LGBT. O grupo tem legitimidade para isso, pois atua desde 1993 em defesa da comunidade. Não é a primeira vez que uma torcida promove ataques preconceituosos com base na raça, sexualidade, entre outras questões. Nos últimos anos, atos de violência contra a comunidade LGBT têm aumentado no Brasil, e é preciso encarar o problema de frente. Isso não pode mais ficar impune – explicou o advogado Carlos Nicodemos, do NN Advogados Associados, escritório que representa o Grupo Arco-Íris.


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Se o requerimento for aceito, o Flamengo poderá ser obrigado a exibir cartazes sobre direitos da comunidade LGBTQ+ durante os jogos no Brasil e no exterior.

Fora a exibição de cartazes, o time de futebol se verá também na obrigação de capacitar o quadro-técnico para lidar com a temática e a produzir e distribuir materiais informativos durante as partidas.

Vale ressaltar que o Grupo Arco-Íris também exige um ato de desagravo à comunidade LGBTQ+ e a realização de partida beneficente, com arrecadação de livros, alimentos e roupas. As doações terão como destinatários instituições que atuam em defesa de vítimas de violência por homofobia.