Homofobia no esporte (Reprodução)
Homofobia no esporte (Reprodução)

Mais um caso de homofobia foi registrado no futebol brasileiro. Desta vez o ato preconceituoso aconteceu nesta quinta-feira (9), durante o jogo do Sport contra o Audax.

Durante a disputa, que ocorreu pela Copa São Paulo de Juniores, o goleiro do Sport, Túlio, acabou sendo chamado diversas vezes de “bicha” enquanto pegava na bola. O caso foi combatido prontamente pelo árbitro Thiago Luis Scarascati.

Conforme relato exposto na súmula da partida, Thiago afirma que teve que paralisar o jogo por duas vezes e cobrou ações do time adversário, para conter os gritos discriminatórios.


Ainda de acordo com o documento, na tentativa de acalmar a torcida adversária, foi solicitado um aviso no sistema de som do estádio, mas não houve sucesso. O resultado só foi obtido quando a organização acionou a Polícia Militar.

Apesar das diversas formas de lutar contra casos de homofobia nos estádios, ainda assim tem sido comum o registro de situações parecidas. No entanto, organizações desportivas têm lutado com afinco contra estes ocorridos.

Confira o relato do árbitro:

“Aos cinco minutos do segundo tempo paralisei a partida devido a torcida do Grêmio Osasco Audax E. C. entoar gritos homofóbicos “O BICHA”, quando o goleiro da equipe do Sport Club do Recife cobrava o tiro de meta, avisei então ambos os capitães bem como ambos os treinadores, o motivo da paralisação. O capitão da equipe do Grêmio Osasco pediu aos torcedores que não realizassem tal ato. Aos seis minutos e 30 segundos do segundo tempo ocorreu novamente a situação acima citada, paralisei novamente a partida e pedi ao policiamento a possibilidade de um suporte fora do campo para controlar a situação, nesse momento o sistema de som comunicou aos torcedores para que os atos fossem cessados, causando assim um efeito positivo aonde pudemos seguir o jogo até o seu fim”.