Abrahm DeVine
Abrahm DeVine (FOTO: Reprodução/Instagram)

Todos sabem que assumir a homossexualidade para todos é um ponto complicado, ainda mais quando a pessoa é famosa. Esse é o caso do nadador americano Abrahm DeVine, que ‘saiu do armário’ em 2018, ao dar entrevista para a revista Swimming World.

Em seu perfil do Instagram, fez um extenso desabafo sobre ser gay e analisou cada impasse que sofreu no mundo do esporte e todo seu contexo: “Todo mundo diz que me apoia, e ainda, pela milionésima vez, eu sou o único a falar. Aos meus treinadores que ostentam a bandeira do orgulho em sua mesa, aos atletas que gostaram da minha foto do orgulho no Instagram, preciso que você acorde para o que está acontecendo ao seu redor. Como você pode dizer que me apóia e a minha igualdade?”.

Falando sobre o último time profissional que participou, fez algumas revelações e instigou reflexões: “Como você não vê como o Stanford Swim me tratou e me usou nos últimos 4 anos? Eu sou invisível? Puro e simples: há razões superficiais em que fui expulso da equipe de natação de Stanford, mas posso dizer com certeza que tudo se resume ao fato de eu ser gay. Este é um padrão”.


Seguindo o desabafo, Abrahm critica as teias da homofobia, ressalta o seu talento na natação e faz um desafio: “Sou um homem talentoso, bem-sucedido, educado, orgulhoso e gay. Sou uma ameaça à cultura que mantém equipes esportivas unidas. Quero que algo mude, porque não aguento mais. Minha história não é única. Há vozes estranhas em todos os lugares e tudo o que você precisa fazer é ouvir.

Estou perguntando, implorando por algum tipo de ação. Se você está lendo isso, este post é para você! Gay ou hetero, nadador ou não. Nenhum de nós está isento de homofobia. É seu dever civil educar-se. Se você optar por não, é às minhas custas”.

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As many of you know, I’m an openly gay swimmer and I am the only one at my level. I want to use this post to call out some of the homophobia that I’ve experienced being an athlete, and encourage everyone to be thoughtful and intentional about changing some of the homophobic aspects of the athletic culture that exists today. While I have many specific examples of micro aggressions and outright aggressions that I’ve experienced, homophobia is ultimately much more than an accumulation of experiences. In fact, it is a denial of experience. While I feel like I’ve tried to convey this to many people, many of whom deny any possibility that they contribute it, I’ve started to ask myself: Why is it my job to educate coaches and athletes at the most resourceful university in the world? I cannot continue to try to engage people in this conversation when there is so much fragility to obscure my humanity and character, so much rhetoric to keep me silent. Everyone says they support me, and yet, for the millionth time, I am the only one speaking up. To my coaches who sport the pride flag on their desk, to the athletes who liked my pride photo on Instagram, I need you to wake up to what’s happening around you. How can you say you support me and my equality? How can you not see how Stanford Swim has treated me and used me over the last 4 years? Am I invisible? Plain and simple: there are surface level reasons I was kicked off the Stanford swim team, but I can tell you with certainty that it comes down to the fact that I am gay. This is a pattern. Homophobia is systematic, intelligently and masterfully designed to keep me silent and to push me out. I am a talented, successful, educated, proud, gay man: I am a threat to the culture that holds sports teams together. I want something to change, because I can’t take it anymore. My story is not unique. There are queer voices everywhere and all you have to do is listen. I am asking, begging for some sort of action. If you are reading this, this post is for you! Gay or straight, swimmer or not. None of us are exempt from homophobia. It is your civil duty to educate yourself. If you choose not to, it is at my expense.

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