Em congresso no parlamento colombiano, deputados brasileiros denunciam retrocessos do governo Bolsonaro

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Por: Assessoria do deputado Fábio Felix

Representantes de todo o continente participaram do 4º Encontro de Lideranças Políticas LGBTI das Américas, que encerrou-se 18 de maio em Bogotá, na Colômbia. O objetivo era promover a troca de experiências para a definição de estratégias de promoção da cidadania LGBTI nos diversos países. A prefeita de Houston, Annise Parker, foi a organizadora do encontro. Representam o Brasil o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o deputado Distrital Fábio Felix (PSOL-DF) e as ativistas trans Rubeyonce e Erica Hilton, entre outras lideranças.

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Maurício Toro, primeiro deputado abertamente gay do parlamento da Colômbia, Brianna Titone, primeira mulher trans eleita como deputada estadual pelo Colorado (EUA) e Julie Lemieux, prefeita de um município de Quebec (Canadá) também participaram dos debates na Colômbia. A lista completa de participantes está disponível no link: https://liderazgoslgbt.com/en/agenda/

Em 2017, mais de 350 líderes LGBTs de diversas nacionalidades compareceram ao evento. Este ano, o Brasil teve como destaque na programação o painel “Rainbow over the storm: retomando a democracia no Brasil”. A mesa de debates aconteceu na noite de sexta (17), Dia Internacional Contra a LGBTIfobia. Katia Cunha, integrante do mandato coletivo “Juntas”, da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e os parlamentares Fábio Felix e Fabiano Contarato denunciaram os retrocessos implementados pelo governo Bolsonaro, como a extinção dos conselhos representativos da sociedade civil e a retirada da população LGBT da lista de políticas e diretrizes destinadas à promoção dos Direitos Humanos.

O assassinato de Marielle Franco e o autoexílio de Jean Wyllys

Quinta (16), durante a abertura do encontro, o deputado Fábio Felix, primeiro parlamentar assumidamente gay a ocupar uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal, destacou o assassinato de Marielle Franco e o autoexílio de Jean Wyllys como provas da insegurança que a população LGBT sofre no país. “Em menos de um ano, tivemos a execução de uma vereadora negra e lésbica e o autoexílio do primeiro parlamentar da história do Brasil que teve orgulho de assumir sua orientação sexual. Infelizmente, o Brasil não é um país seguro para a população LGBTI. E a situação só piora diante do incentivo ao ódio por parte do governo Bolsonaro”, declarou.

O deputado, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ressaltou – no discurso em inglês – que a caçada aos direitos LGBTs se acirrou a partir de 2011, quando o presidente Jair Bolsonaro, então deputado Federal, coordenou a perseguição ao que nomeou de “kit gay”, “uma clara tentativa de espalhar informações falsas, associando educação sexual nas escolas à prática de pedofilia”, ressaltou Felix. 

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