Veterinária negra e trans é absolvida pela justiça

"Foi uma justiça muito difícil de ser conquistada, mas ela aconteceu” disse Sol

Publicado em 16/09/2021 14:56
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No dia 5 de dezembro de 2020, a médica veterinária Sol Rocha de 27 anos, presenciou cenas de uma abordagem violenta da Polícia Militar, e assim como outras pessoas presentes, decidiu gravar o ocorrido. Apesar de haver mais pessoas no local filmando a cena, Sol relatou que foi a única a ter seus documentos pedidos pelos PMs que participavam da abordagem.

“Um dos policiais apontou para mim e falou: eu quero você, quero os seus documentos. Questionei o motivo e ele disse que eu estava fazendo prova e eu devia ir para a delegacia. Falei que tinha mais gente gravando e ele disse que queria os meus documentos” disse Sol em uma entrevista dada ao Ponte Jornalismo.

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Depois de ter passado por momentos de terror ao ser destratada e violentada, a funcionária da Casa 1 descobriu que estava sendo processada por desacato a autoridade e facilitação de crime. Agora, meses após ser informada sobre o processo, ela se viu aliviada ao saber que a justiça havia a inocentado das acusações.

“Me sinto muito aliviada, ainda mais com tudo que tem acontecido no país. Foi uma justiça muito difícil de ser conquistada, mas ela aconteceu. Tenho plena certeza que tudo o que eu fiz foi certo” disse Sol. De acordo com informações do site Alma Preta, o processo de Sol Rocha durou um ano e sete meses. Os advogados responsáveis pela defesa da veterinária foram Marcello Feller, Ettore Murbach Fasano e Vivian Marconi da Silva.

“O processo da Sol me atravessou de uma forma muito intensa. Embora eu atue diariamente na tentativa de representar a defesa de vítimas desse sistema institucionalizado de racismo, transfobia e machismo, a Sol, enquanto vítima, trouxe com toda as dores dessa perversidade sistêmica uma força de resistência muito consciente e altruísta. E, por isso, para mim, a representação dela foi muito edificante e ainda mais desafiadora” diz Vivian Marconi da Silva.

Sol aguardou a tramitação de todo o processo em liberdade, porém correndo o riso de ser obrigada a prestar serviços sociais e também de perder sua primariedade criminal.

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