Polícia abre inquérito para investigar sargento que sugeriu prejudicar soldado gay

Crime aconteceu logo após o soldado publicar uma foto onde aparece beijando seu namorado durante a formatura da PMDF

Publicado em 12/01/2022 21:46
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No último dia 10 de janeiro, a Polícia Civil do Distrito Federal, abriu um novo inquérito para investigar um caso de homofobia envolvendo o sargento Astrogilson Alves de Freitas, da Polícia Militar. As ofensas praticadas contra o soldado Henrique Harrison da Costa, aconteceram em janeiro do ano de 2020.

O crime aconteceu logo após o soldado publicar uma foto onde aparece beijando seu namorado durante a formatura da PMDF. O áudio em que o sargento comenta usando palavras de teor extremamente homofóbico a respeito da imagem compartilhada por Henrique, foi divulgado em um grupo de WhatsApp com outros policiais militares.

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Henrique ao lado de seu namorado (Foto: Reprodução)

“Cara, isso é complicado, mas vou te falar uma coisa aqui, eu não concordo prr# nenhuma dessas p#rr aí não. O cara que é viado se põe no lugar dele. Quando Jesus batizou, fez um milagre foi no casamento entre um homem e uma mulher, na Bíblia de homem e mulher, o resto é besteira”, inicia Astrogilson no áudio.

“Você beijar sua mulher, numa formatura, com a sua família, que é a nossa maior instituição, beleza. Agora dois homens, dois v1ad#h*s, entra na polícia para ficar se beijando? Para fazer sucesso aí no jornal? Prr# nenhuma, meu irmão”, continuou o PM. O soldado Henrique Harisson da Costa, gravou um vídeo em resposta ao caso que teve uma grande repercussão, e também em resposta a outro caso que aconteceu no mês de dezembro, envolvendo o deputado Hermeto.

“A gente sabe que o deputado Hermeto é uma das figuras mais influentes da polícia militar do Distrito Federal. Isso por ‘debaixo dos panos’, mas isso me deixa com muito medo. Fere constantemente o princípio da impessoalidade, pois ele está em todas as formaturas falando em nome próprio para poder conseguir votos. A gente fica ‘em pé’ na formatura vendo ele se promover, falando de seu nome e a corporação não deveria deixar isso acontecer, mas faz devido a influência forte dele. Isso afeta diretamente o meu trabalho”, disse ele em sua publicação.

Em novembro de 2021 o rapaz havia ganhado um processo aberto contra tenente-coronel da Polícia Militar Ivon Correia. A Justiça do Distrito Federal decretou que o soldado deveria ser indenizado por seu superior devido às ofensas praticadas contra ele, também em janeiro de 2020.

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