ASSOCIATED PRESS Alison Monforte, 25, à direita, senta-se com sua namorada Vanesa Mejia, 31, antes do início de uma cerimônia simbólica de casamento homoafetivo.

A comunidade LGBT peruana realizou na sexta-feira (14), o dia que se celebra o Dia de São Valentim, um protesto em forma de casamento para reivindicar o direito à liberdade de amar quem quiser.

Cerca de 11 casais realizaram uma cerimônia simbólica em um parque no distrito de Miraflores, na cidade de Lima, em um evento batizado de “O amor não discrimina”.

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Carlos (à dir.) e Amaru (à esq.), se beijam após participar de cerimônia simbólica de casamento como protesto, organizada por coletivos da LGBT no Peru.

“Estamos aqui mais do que tudo para um casamento simbólico”, disse Juan Carlos Martinez, ao lado de seu parceiro, Amaru, com quem participou do protesto. ″É como um protesto ao estado peruano porque é realmente hora de o país ter um casamento de união civil que nós, como peruanos, realmente merecemos e temos o direito de receber”.


O Peru é um dos poucos países da América Latina que não tem nenhum tipo de legislação que permita tanto à união estável quanto ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, devido à grande influência da Igreja Católica, que trata isso como um tabu.

Vários projetos sobre o tema foram rejeitados no Congresso, e os setores conservadores do país se opõem a iniciativa de legalizar o casamento homossexual, o que faz que nenhuma iniciativa pró-casamento seja aprovada.

Na América Latina, apenas cinco países permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo: México, Argentina, Uruguai, Brasil e Colômbia. Já as adoções de crianças por pessoas do mesmo sexo são autorizadas em todo caso.