Damares fala sobre LGBT, feminismo e indaga:”Tem mulher mais empoderada do que eu?”

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Em entrevista exclusiva à BBC News, Damares Alves discorreu sobre vários assuntos, inclusive em relação à comunidade LGBT, enfatizando que travestis são as mais vulneráveis da sigla.

“A grande reivindicação delas é empregabilidade. Existe preconceito para empregar uma travesti. É fácil uma lésbica, um transexual, um gay estar bem inserido no mercado no trabalho, mas as travestis ficaram à margem. Então, estamos cuidando desse público especificamente: trazendo programas de capacitação, empregabilidade, conversando com o setor empresarial. Eu encontro professoras travestis nas ruas, meninas especiais, matemáticas na rua se prostituindo. Elas alegam que o mercado não as absorve“, diz a ministra.

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Em relação à população LGBT: fizemos uma discussão sobre qual é a prioridade do segmento. Enfrentamento à violência. Então vamos priorizar isso. Como estão os membros da comunidade na região ribeirinha? Vamos pegar um barquinho e vamos lá na comunidade ribeirinha saber como está o menino gay. Descobrimos que a política pública não chegou para ele. Cadê os gays indígenas? Onde estão as meninas lésbicas indígenas? Por que não se falou nisso no Brasil?. Nós descobrimos que eles são hostilizados em algumas comunidades e precisamos cuidar deles”, disse ela, apresentando uma postura antagônica ao do presidente Bolsonaro, que olha o geral e não delimita grupos, cada um com sua especificidade.

Feminismo

Você não pode usar certas palavras como empoderamento, porque é da esquerda. Espera aí. Tem mulher mais empoderada no Brasil do que eu? Uma menina que vem lá de baixo, que não tem sapato para estudar, vai a uma escola, sofre violência, é discriminada e chega a ser ministra? Isso é empoderamento da mulher“, ressalta ela.

O que questiono no feminismo é o ativismo radical. A forma de alguns protestos delas. Sabia que estou conquistando muita coisa no Brasil só com o diálogo? É possível dialogar. Esse feminismo exagerado tinha uma pauta no Brasil: a marcha pelo aborto. Eu tenho tanta coisa no Brasil para proteger a mulher, porque eu vou à rua pedir só aborto. Nós temos uma legislação no Brasil que garante à mulher em caso de estupro fazer o aborto, em risco de vida para a mãe e em caso de anencefalia. A legislação está lá, isso é bandeira do Congresso Nacional, eu não vou fazer ativismo contra ou pró-aborto, vou cuidar de mulheres, levar comida e capacitação profissional“, enfatiza.

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