No mês da Visibilidade Lésbica, Luana Berti fala sobre a invisibilidade das mulheres LGBT

Artistas seguem falando da importância de celebrar a visibilidade

Publicado em 9/8/2021
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Os movimentos sociais, de uma forma geral, têm como principal intento organizar grupos, cujo objetivo é minimizar desigualdades impregnadas.  Cada grupo apresenta suas pautas com especificidades diferentes. Estamos no mês de agosto, mês de comemoração da Visibilidade Lésbica, por conta de um acontecimento emblemático, que ficou conhecido como o Stonewall brasileiro. Em síntese, na época, com o avanço do conservadorismo vigente sentiu-se a necessidade de criar uma espécie de contracultura – aí surgiu o  boletim Chanacomchana. 

Artistas seguem falando da importância de celebrar a visibilidade. Luana Berti, que é cantora e compositora, assumidamente lésbica, não se esconde e em entrevista exclusiva fala abertamente sobre a importância de artistas se manifestarem e lutarem por suas causas existenciais. 

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A primeira coisa que me vem à cabeça é a importância do ato de resistir, esse é um momento onde, como comunidade, celebramos as nossas conquistas até aqui. Comemoramos a importância da vida de cada uma, mas também aproveitamos esses poucos espaços que conseguimos para levantar questionamentos e unir aliados para reverter cada vez mais a nossa situação atual“.

“Essa invisibilidade é real e falamos disso o tempo todo. Em um plano geral, mulheres sempre foram e continuam sendo inviabilizadas, e dentro de uma comunidade específica com homens e mulheres não seria diferente. As oportunidades ainda não são as mesmas, as aberturas de espaços pra gente conseguir se comunicar também não e nosso trabalho também não é valorizado em partes iguais. Por isso a importância de termos um mês só nosso, porque são muitas causas dentro do LGBTQIAP+ mas as nossas também precisam ser vistas e ouvidas.”

Representatividade

“Representatividade foi uma das palavras que eu mais ouvi nos últimos dois anos. Afinal, quem não quer se sentir em comunidade sendo parte de algo, né? Minha mãe sempre me disse que com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades, e pra mim, quem ganha o super poder da comunicação em massa, deve levantar a bandeira, bater no peito e mostrar: eu sou assim, olha só, você também pode ser, se quiser! Quantas pessoas vão comprar um skate depois das olimpíadas? Ou se matricular numa aula de Vôlei? Isso é uma resposta automática do corpo que pega nossos sentimentos guardados e vontades que ainda não matamos e fala: você também podia tá fazendo isso e sendo feliz do jeito que você quer. Ou seja, além de encorajar pessoas que muitas vezes preferem viver dentro de um padrão da sociedade, também existe a quebra do que realmente é um padrão. Por isso é tão importante que pessoas com visibilidade tragam pautas, provoquem diálogos com seu público e mostre que pra ser feliz, basta ser você mesmo, do jeitinho que quiser.”

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