Junho: nada nos impedirá de celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIA

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Junho é o mês em que se celebra, em todo o mundo, o Orgulho LGBTQIA+, são centenas de Paradas acontecendo no mundo inteiro a partir desse mês todos os anos. Mas em tempos de pandemia, praticamente todas as paradas foram canceladas. E aí? Não vamos celebrar nosso orgulho?

Sim, vamos! A internet existe pra isso e a resistência é a prova viva de que o movimento não vai parar sua luta de anos, ainda que sob a ameaça do devastador Covid-19. A maior Parada LGBT do mundo, a de São Paulo, vai rolar nas redes sociais através de uma transmissão com grandes nomes da arte e política LGBT (e adiou a festa principal para o dia 29 de novembro).

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“Parem de nos matar” – Parada LGBT de São Paulo 2018 – Foto: Marcio Rolim

Há ainda uma parada global marcada para o dia 27, transmitida ao vivo durante 24 horas, e que promete ter a participação de líderes globais, popstars e drag queens e que a maior drag do mundo (não estamos falando da Mama Ru, mas de ninguém menos que Pabllo Vittar) estará presente – todas as organizações de 1.500 paradas realizadas mundo afora foram convidadas para participar da live.

Data histórica

O mês de junho foi escolhido para representar o orgulho por causa da Revolta de Stonewall, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova York que ocorreu na madrugada de 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, no bairro de Greenwich Village, em Nova York.

A rebelião,
que durou seis dias, é considerada um dos eventos de luta mais importante para
a conquista de direitos igualitários e de criminalização de atos de preconceito
em diversos países.

Este é um
ano tristemente especial para a celebração do mês do orgulho, porque os
episódios de racismo nos mostram que a libertação queer, a libertação negra e a
erradicação da supremacia branca estão todas inextricavelmente ligadas.

Ainda vivenciamos um número enorme de assassinatos de LGBTs no Brasil e no mundo, principalmente de pessoas trans, com dados estarrecedores. Então a celebração é muito mais que um ato de lembrança ao Stonewall, mas de continuidade da luta que, a todo instante, aprece que apenas começou.

O orgulho
existe porque as pessoas LGBTQ + foram oprimidas e continua a existir porque a
comunidade LGBTQ + continua oprimida. O orgulho existe porque as pessoas LGBTQ
+ ainda estão lutando por suas vidas e direitos em um mundo que constantemente
tenta invisibilizar nossa existência.

Junho é um mês que representa a luta de um ano inteiro e, sim, vamos celebrar o mês do Orgulho LGBTQIA da forma que pudermos, com lives, com campanhas na web, com gritos em nossas janelas. Mas calar, jamais!

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