Festival alemão Berlinale traz temáticas de crianças e adolescentes trans

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O festival alemão de cinema Berlinale, que sempre celebrou a diversidade LGBT premiando filmes com a temática, traz em sua 70ª edição com seus filmes um tema bastante discutido atualmente: crianças e adolescentes trans.

O filme francês “Petite Fille”, de Sébastien Lifshitz, acompanha alguns meses na vida de uma criança trans. © Agat Films & Cie, Arte France, Final Cut for Real

De
acordo com o site RFI, a temática do movimento LGBT é discutida desde o ano de
1987, com o lançamento da premiação chamada Teddy Bear, que premia produções do
gênero, e nessa edição traz um leque fortuito de histórias distintas.

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Vai desde “Vento Seco”, do brasileiro Daniel Nolasco, rodado na cidade de Catalão, passando por “Minyan”, de Eric Steel, sobre o dilema de adolescente gay em uma conservadora família judia em Nova York, até o documentário sueco “Always Amber”, de Lia Hietala e Hannah Reinikainen, que traz a temática de expressão queer juvenil.

Mas, nesta edição, pelo menos três filmes abordam o assunto das crianças e adolescentes trans. Por coincidência ou não, o tema veio com peso nessa edição da Berlinale. Eles trazem em seus enredos a vida de uma pessoa que descobre durante seu crescimento sua verdadeira identidade.

O
filme de Gil Baroni conta a história de Alice, uma adolescente transgênero que é
forçada a se adaptar a um novo sistema de vida ao se mudar da badalação da
capital pernambucana para uma cidade do interior do Sul, lidando com o
conservadorismo do lugar.

“Ser
uma pessoa trans hoje no mundo é saber que seu corpo é político, que ele exala
resistência”, declarou o cineasta brasileiro sobre sua obra. “Nunca se produziu
tantos filmes como essas temáticas no Brasil. Quanto mais a gente sente que
existe um processo ou uma onda conservadora, mais nós, da comunidade LGBTQI+,
sentimos que existe uma necessidade de expressar e pôr isso em pauta e em
discussão nas telas, na internet, e em todos os lugares”, ressaltou Baroni.

Ele
acrescenta que decidiu apresentá-lo com uma pegada mais leve e humorada, mas sem
perder o tom de militantismo. “Alice é uma adolescente trans que tem um sonho
muito simples, que é dar o seu primeiro beijo”.

O
documentário “Petite Fille” de Sébastien Lifshitz mostra a gradual evolução de
Sacha, uma menina de sete anos nascida no corpo de um menino. A rotina da
família de Sacha foi acompanhada durante meses, e é trazida sob uma perspectiva
delicada.

O filme mostra tanto o desespero de uma mãe que tenta apenas ver sua filha “ter uma infância como todas as outras crianças” quanto a perspectiva da pedopsiquiatra da menina.

“Petite Fille” define a questão da disforia de gênero, que são momentos quando a pessoa tem uma dissociação da visão sobre a aparência externa e a identidade psicológica, e que é mais intenso durante a infância e a adolescência.

Lifshitz
espera que seu filme, aclamado no festival e que também faz parte da mostra Panorama,
possa ser mostrado em estabelecimentos de ensino para auxiliar a formação de
futuros professores com essa questão.

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