EP de Rodrigo Drade traz ritmos festivos e conta com a participação de Rainer Cadete

A grande surpresa da faixa fica por conta da participação de Rainer Cadete

Publicado em 09/09/2021 20:42
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Rodrigo Drade chega convicto com o seu álbum de estreia “Você Não Presta”. O cantor e ator natural do Rio de Janeiro nos incursiona, pelas quatro faixas de seu EP, em uma experiência sonora festiva, totalmente ao passo do que se pode entender hoje, como a nova cara da música brasileira. Gay, o famoso emerge do cenário musical do samba carioca.

Ao Observatório G conta – “Esse EP é muito importante pra mim, pois marca o meu encontro com minha verdadeira
essência. A vida inteira eu sempre cantei samba / MPB, e eu reproduzia muitas coisas que já existiam, e acredito que nesse trabalho eu consegui encontrar minha verdade artística. Inclusive consegui encontrar a minha verdade em relação às minhas letras, à minha estética. Eu falo das minhas relações pessoais, das minhas relações afetivas. Ele é bem verdadeiro, ele é muito transparente em relação a quem eu sou
“.

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A grande surpresa da faixa fica por conta da participação de Rainer Cadete, ator de destaque no sucesso “Verdades Secretas”, série atualmente em reexibição na Rede Globo –

Quando eu recebi o convite pra participar desse feat com o Rodrigo eu fiquei bastante animado. Ele é um artista incrível, autêntico e por mais que eu já tenha realizado outras participações e aparições cantando, essa vai ser a primeira vez que oficialmente vou me aventurar nesse sonho que sempre tive de cantar. Estou muito feliz com o resultado dessa parceria, a gente se divertiu muito desenvolvendo esse projeto, o Rodrigo tem uma energia
única que ele coloca em todas as criações e eu me senti muito à vontade para estar ali criando e partilhando com ele minhas ideias, histórias e gargalhadas.”
Celebra, Rainer Cadete.

“Você Não Presta” estará disponível nas principais plataformas digitais a partir do dia 10/09 e você pode já fazer o Pré-Save pelo link https://links.altafonte.com/deaj5qr

Entrevista

1 – Rodrigo, além de cantor, você é ator e performer. No que você acha que essas duas vertentes artísticas contribuem de modo geral para o seu trabalho como cantor, hoje em dia?

Contribui no entendimento da palavra cantada e na maneira como me expresso e entendo os shows. Acredito também, que minha experiência com o teatro contribui na minha comunicação com o público nas apresentações, criando um canal mais intenso com quem me assiste.

2 – Você sempre transitou na música como cantor de samba, MPB. Com o lançamento do seu disco “Você Não Presta” a proposta musical mudou completamente. No disco, você canta em vários ritmos, assim como pop e batidas brasileiras. Como se deu essa mudança?

Pela necessidade de me expressar usando minhas referências atuais, atrelada à vontade de dialogar com um público mais parecido comigo. Eu amo o samba e a MPB e isso vai sempre estar comigo. Só que a MPB, por exemplo, além de um estilo, foi um movimento único, assim como a bossa nova. É impossível recriar isso. Como sempre admirei e pesquisei os movimentos musicais, percebi que precisava encontrar a minha tribo e expressar minhas verdades, e no
pop eu encontrei esse espaço. Reparei também que nas minhas apresentações no samba e na MPB, meu público era formado 90% por heterossexuais. Sentia a falta de poder cantar para um público que entendia minhas dores, meus amores, minhas linguagens e agora sinto que isso mudou, pois o pop é mais aberto e no meio do samba ainda existe muito machismo e preconceito.

3 – ‘Você Não Presta’ é um disco que fala muito sobre relacionamento de forma aberta, pessoal e divertida até. Foi importante pra você, na concepção do álbum, enfatizar sobre a questão homoafetiva?

Foi muito importante, pois percebi que a maioria das músicas que eu cantava antes, falavam sobre amores heterossexuais. E durante muito tempo, quando ainda tinha medo e escondia minha sexualidade, tive que disfarçar isso nas minhas letras. Poder me expressar livremente além de ser libertador, pra mim é também uma contribuição para a representatividade num mercado que por mais que já esteja sendo ocupado por muitos LGBTQIA+, ainda é dominado por uma cultura heterossexual.

4 – O disco tem a participação do ator Rainer Cadete, que fez muito sucesso na série Verdades Secretas, no ar atualmente. Recentemente, Rainer declarou que tem a sexualidade fluida. Você acha que hoje em dia é mais fácil falar publicamente sobre gênero e sexualidade? E como foi gravar a música com ele?

Eu acho que hoje em dia as coisas melhoraram, mas ainda vivemos em um mundo repleto de preconceito, inclusive dentro do nosso mercado. Estamos caminhando, avançando casas a passos lentos e isso custa muitas vidas. Por isso, precisamos nos expressar, colocar pra fora nossas verdades até pra inspirar aqueles que precisam de força e apoio para se libertar também.

5 – Quais são suas expectativas com a carreira musical a partir de agora com o lançamento do seu disco de estreia, Você Não Presta?

Minha expectativa é conquistar cada vez público e fazer minha música chegar às pessoas e causar nelas um pouco do que ela causa em mim: amor, emoção, intensidade e diversão.

6 – Você já tem uma vasta experiência nos palcos, como ator e cantor. Como pensa em realizar as apresentações ao vivo, hoje em dia, com essas novas restrições? Você já tem algo marcado?

Sou um artista do palco. Não poder me apresentar ao vivo me deixa muito triste. Mas não podemos parar. Por isso temos que nos adequar aos formatos tecnológicos enquanto ainda for preciso. Tenho filtrado os convites para shows, pois ainda estamos vivendo um período difícil, mas tenho fé de que num futuro próximo poderemos voltar a fazer o que eu chamo de “melhor da festa”, que é cantar ao vivo.

7 – Sobre projetos futuros, como ator e cantor, quais são os próximos passos?

Como cantor estou compondo para o meu álbum que pretendo lançar depois de trabalhar o EP ‘Você Não Presta’. E como ator estava em fase de pesquisa para viver Altemar Dutra no teatro musical, mas com as restrições tivemos que interromper um pouco os planos.

8 – Rodrigo, gostaríamos de algumas considerações finais suas.

Estou muito feliz de ter a oportunidade de lançar esse trabalho, ainda mais nesses tempos sombrios que temos vivido em relação à pandemia, política e etc. Poder levar alegria, música e representatividade LGBTQiA+ nesse momento de tanto retrocesso e de caça à cultura é minha maneira de dizer que estamos aqui e não vamos desistir!

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