Artistas LGBT que marcaram a época no Brasil

Existem pessoas que marcaram a época, tornando-se assim parte da própria história

Publicado em 01/10/2021 10:17
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Durante anos, diversos acontecimentos marcaram e ficaram gravados na história, mas existem também pessoas que marcaram a época, tornando-se assim parte dela. No Brasil, diversas personalidades que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ foram responsáveis por marcarem épocas, deixando para as gerações futuras um grande legado.

Pensando nisso, separamos alguns nomes de pessoas que são lembradas até hoje por feitos que ficaram gravados na memória do país. A lista a seguir é composta por artistas que já faleceram e por artistas que ainda estão vivos

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Cláudia Celeste

Nascida no ano de 1952, Claudia Celeste se orgulhava de quem era e jamais chegou a esconder sua identidade, se tornando um grande exemplo para as pessoas LGBTQIA+ de sua época. Em 1977, entrou para a história ao ser a primeira travesti convidada a participar de uma novela brasileira, “Espelho Mágico” exibida pela TV Globo. O convite foi feito pelo diretor Daniel Filho, que após ver um espetáculo o qual a artista havia estrelado se encantou e quis levar parte do show para o programa.

Com os anos, Cláudia Celeste se tornou uma grande artista, participou de peças e filmes, chegando até mesmo a viajar pra a Europa para se apresentar em casas de espetáculo. No ano de 2018, Celeste faleceu aos 65 anos, vítima de uma infecção pulmonar.

Cláudia como Mis Brasil Gay em 1976 – Foto: Divulgação

Clodovil Hernandes

Conhecido pelas inúmeras polêmicas nas quais se envolveu ao longo de toda sua carreira, Clodovil Hernandes foi um estilista, ator, apresentador e político brasileiro. Nascido no dia 17 de junho de 1937, o artista passou por diversas emissoras no país, sendo que algumas delas já deixaram de existir. Lugares onde criou amizades, mas também desafetos. Em 1977, Clodovil conseguiu uma de suas primeiras participações que ficou marcada na televisão brasileira, no programa 8 ou 800, da TV Globo, apresentado pelo ator e radialista Paulo Gracindo.

Na década de 70 consolidou sua carreira como estilista, se tornando extremamente famoso, um sucesso entre as pessoas que possuíam um alto valor aquisitivo. No dia 17 de março de 2009, Clodovil Hernandes faleceu devido a um acidente vascular cerebral, aos 71 anos.

Clodovil Hernandes

Rogéria

Conhecida como a “travesti da família brasileira” na época em que a ditadura militar ainda existia, Rogéria nasceu no dia 25 de maio de 1943, e se tornou uma das figuras da comunidade LGBTQIA+ mais influentes e conhecidas da época. Conhecida em todo país, a artista era uma celebridade e foi uma das pioneiras a abrir espaço para as travestis no cenário brasileiro. Rogéria iniciou sua carreira como maquiadora até que, aos 21 anos, recebeu o incentivo para se lançar como artista, o incentivo partiu de ninguém menos do que a ilustríssima atriz, Fernanda Montenegro. Não demorou muito para que ela conseguisse conquistar seu espaço no showbiz.

Em 4 de setembro do ano de 2017, Rogéria faleceu aos 74 anos, em decorrência de uma infecção generalizada, deixando milhares de fãs entristecidos com sua partida. Até os dias de hoje, a artista é lembrada com carinho não somente por pessoas da comunidade LGBTQIA+, afinal, ela havia conquistado o coração do Brasil.

O espetáculo “Divinas Divas”, com Rogéria e Jane Di Castro ao centro – Foto: Divulgação

Miss Biá

Eduardo Arabella, mais conhecido como Miss Biá, foi uma das drag queens pioneiras no Brasil. Aos 21 anos, após ir a um bar na companhia de amigas decidiu se montar como drag pela primeira vez, desde então nunca mais parou. A primeira apresentação da artista em um palco foi na em uma boate hétero chamada La Vie En Rose, quebrando todo os padrões e estigmas da época.

Biá então acabou se tornando uma das artistas drags mais conhecidas no país, chegando a impressionar até mesmo a apresentadora e atriz Hebe Camargo. Durante a sua carreira, Miss Biá se transformou em inspiração para muitas pessoas que tinham o mesmo desejo que ela, poder ser exatamente quem é. Um exemplo de que, independente da época a qual se vive, é possível e preciso lutar por sua identidade. No dia 3 de junho de 2020, Miss Biá faleceu aos 80 anos, devido a complicações causadas pela Covid-19.

Eduardo Albarella, ou Miss Biá – Foto: Reprodução

Luana Muniz

Conhecida como Rainha da Lapa, Luana Muniz chegou a presidir a Associação dos Profissionais do Sexo de Gênero Travesti, Transexual e Transformistas do Rio de Janeiro. Luana foi uma travesti e grande ativista dos direitos LGBTQIA+, e foi fundadora do projeto Damas da Prefeitura, que tem como objetivo capacitar travestis e transexuais para o mercado de trabalho.

Querida por vários amigos famosos e pela população, Muniz ganhou fama após aparecer em foto ao lado do Padre Fábio de Melo, em 2015, os dois se tornaram grandes amigos. No dia 06 de maio de 2017, a artista que se tornou um símbolo de luta e resistência do movimento LGBT, faleceu devido uma parada cardiorrespiratória.

Luana Muniz, a Rainha da Lapa – Foto: Reprodução

Cazuza

Nascido no dia 4 de abril de 1958, Agenor de Miranda Araújo Neto, conhecido como Cazuza, se tornou um dos maiores nomes da música brasileira, e um ícone da comunidade LGBTQIA+. O cantor e compositor foi responsável pela criação de algumas das músicas mais famosas do país como “Exagerado”, “Brasil”, “Codinome Beija-flor” e “Faz Parte do Meu Show” alguns de seus maiores sucessos. O artista também chegou a ser vocalista da banda Barão Vermelho, onde começou a ganhar fama.

Como dizia sua música, Cazuza era uma pessoa que vivia de exageros, e buscava viver sua vida da maneira mais intensa que podia. Em 1989, o artista revelou em público que estava lutando contra o vírus da AIDS (HIV), e no dia 7 de julho de 1990 faleceu devido aos problemas de saúde causados pelo vírus.

Cazuza em foto da exposição “Cazuza Mostra a Sua Cara” no Museu da Língua Portuguesa – Foto: Flávio Colker/Divulgação

Vera Verão

Muito a frente de seu tempo, o ator, comediante e dançarino Jorge Lafond, nascido em 29 de março de 1952, era o responsável por interpretar Vera Verão, um dos maiores nomes de drag queens que já existiu no Brasil. Negro e homossexual, o artista teve que enfrentar os preconceitos que em sua época eram extremamente fortes. Exemplo de superação, o ator se tornou uma grande figura popular no cenário humorístico e levou para milhares de lares no país a alegria, mesmo ciente das dificuldades que iria enfrentar.

No dia 11 de janeiro de 2003, o grande e maravilhoso artista faleceu aos 50 anos, vítima de problemas cardiorrespiratórios, mas deixou não somente seu legado, como também a admiração e respeito de muitas pessoas. Vera Verão tornou-se um ídolo e um ícone da comunidade LGBTQIA+, e marcou sua época fazendo um lindo e inigualável trabalho.

Jorge Lafond, Vera Verão – Foto: Reprodução

Vange Leonel

Maria Evangelina Leonel Gandolfo, foi uma cantora, compositora escritora brasileira, que ficou conhecida como Vange Leonel e conseguiu o sucesso depois de iniciar sua carreira solo 1991, após o término da banda de rock Nau. A artista teve sua música “Noite Preta” incluída na trilha sonora da novela “Vamp” exibida pela TV Globo, e se tornou um grande sucesso. A cantora era também uma ativista dos direitos LGBT e escreveu diversos livros onde retratava romances entre mulheres, como por exemplo a obra “Lésbicas” publicada em 1999.

Em 14 de julho de 2014, Vange Leonel faleceu vítima de um câncer no ovário. A notícia foi dada pela revista Carta Capital, onde a escritora mantinha um blog no qual fala a respeito de cervejas.

Vange Leonel – Foto Reprodução

Jane di Castro

Cantora e atriz, Jane di Castro foi uma das responsáveis por abrir o caminho para a representatividade trans e travesti. Amiga de Rogéria, ela era muito respeitada e amada, tanto pelo público quanto pela crítica. A artista começou sua carreira como cabeleireira, mas depois de algum tempo escutou seu chamado e se dedicou ao trabalho nos palcos e chegou a ser dirigida por Ney Latorraca.

Em setembro de 2020, Jane teve que ser submetida a uma cirurgia devido a um câncer contra o qual lutava, no entanto, no dia 14 de outubro precisou retornar ao hospital onde ficou internada. Infelizmente, os médicos informaram que a situação da cantora era irreversível e, no dia 23 do mesmo mês, Jane di Castro veio a óbito devido aos problemas de saúde causados pelo câncer.

Jane di Castro – Foto: Reprodução

Markito

Marcus Vinícius Resende Gonçalves, mais conhecido como Markito, nasceu em 5 de abril de 1952, e foi um dos nomes mais influentes da moda brasileira. Um dos maiores estilistas de sua época, o artista mineiro começou a desenhar seus vestidos aos 12 anos, e chegou a produzir fantasias para a escola de samba de Uberaba, onde nasceu. Aos 30 anos, após já ter conquistado um certo sucesso, Markito produzia mensalmente cerca de 300 vestidos de alta-costura e possuía uma marca com o seu nome.

O estilista chegou a frequentar espaços onde se encontravam diversas celebridades americanas, como Diana Ross, Liza Minnelli, Bianca Jaegger e Farrah Fawcett, que vestiam as incríveis peças feitas por ele. Em 4 de junho de 1983, Markito faleceu aos 31 anos, sendo a primeira pessoa documentada no Brasil a ir a óbito devido ao vírus da AIDS.

Markito

Darcy Penteado

Darcy Penteado de Campos foi um artista plástico, desenhista e cenógrafo brasileiro. Nascido em 1926, foi um dos pioneiros militantes do movimento LGBTQIA+. Em 1948, o artista realizou sua primeira exposição individual, realizada na cidade de São Paulo. Ele também participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, chegando a ganhar o Disco de Ouro na categoria de melhor desenhista de capa de disco.

Darcy foi vencedor de diversos prêmios e era um dos maiores artistas conhecidos de sua época. Em 1962, recebeu o prêmio de Melhor Ilustrador do Ano, da Câmara Brasileira do Livro. No dia 3 de dezembro de 1987, Darcy Penteado faleceu devido a complicações causada pela AIDS.

Darcy Penteado

Lauro Corona

Lauro nasceu no dia 6 de julho de 1957, e foi um ator e galã de novela brasileira, tendo sua carreira iniciada no ano de 1977, quando participou do especial de Ciranda Cirandinha, da emissora TV Globo. Logo em seguida, em 1978, conseguiu seu primeiro papel na telenovela “Dancing Days” também exibida pela emissora Globo.

O ator se tornou rapidamente um grande sucesso, participando de mais de dez novelas e também estrelou dois filmes, um deles sendo o famoso “Bete Balanço” de 1984. Lauro tinha tudo para continuar sendo um dos grandes nomes entre os artistas do cenário televisivo, mas infelizmente teve sua carreira interrompida, quando aos 32 anos morreu em decorrência do vírus da AIDS no ano de 1989.

Lauro Corona

Renato Russo

Assim como Cazuza, Renato Russo também foi um dos maiores nomes da música brasileira, e responsável por compor e cantar algumas das músicas de maior sucesso do país. O cantor que fazia parte da memorável banda de rock Legião Urbana, nasceu em 27 de março de 1960, e se tornou um ícone, não somente de sua geração, mas de todas as outras que vieram após ela.

Considerado um gênio musical, o artista compôs músicas inesquecíveis como “Tempo Perdido”, “Índios” e “Faroeste Caboclo”. Em 11 de outubro de 1996, o grande cantor e compositor Renato Russo, morreu vítima do vírus da AIDS.

Renato Russo – Foto Divulgação

Cássia Eller

A cantora e compositora Cássia Eller foi um dos grandes nomes da representatividade LGBT de sua época, e também um dos maiores sucessos da música brasileira. A artista compôs músicas que conquistaram os corações de todos os brasileiros, como “Luz dos Olhos”, “Segundo Sol”, “Relicário” e, claro, “Malandragem”. A voz da cantora era vista como algo encantador e inigualável. Cássia era famosa também por quebrar diversos padrões sociais, apesar de ser considerada uma pessoa tímida por seus amigos.

Grande amiga do cantor Nando Reis, em 29 de dezembro de 2001, a cantora deixou um vazio e um enorme sentimento de tristeza no peito de seus milhares de fãs, quando morreu aos 39 anos.

Cássia Eller – Foto Marcos Hermes/Divulgação

Angela Ro Ro

Com mais de 40 anos de carreira, Angela Maria Diniz Gonsalves, conhecida como Angela Ro Ro, é uma cantora, compositora e pianista brasileira. A artista teve seus primeiros contatos com a música quando ainda era pequena. Aos 5 anos, ela começou a estudar piano clássico, e com os anos sua paixão pela música foi crescendo cada vez mais. Angela teve como influências em sua vida, artistas como Noel Rosa, Maria Betânia, Frank Sinatra, e Rolling Stones. Na década de 70, a cantora passou a cantar na noite carioca e em 1979 gravou seu primeiro álbum.

Por conta do sucesso que fez em toda sua trajetória, Ro Ro tem seu nome comentado até os dias de hoje.

Angela Ro Ro – Foto Reprodução

Ney Matogrosso

Famoso cantor, compositor, dançarino e diretor, Ney Matogrosso certamente é um ícone, não somente da música, mas da história brasileira. Ex-integrante da banda Secos & Molhados, onde conseguiu muita fama, apesar de ter se tornado uma grande figura pública, Ney é extremamente reservado e avesso aos holofotes quando não se trata de sua vida profissional. O cantor que faz sucesso até os dias de hoje, nasceu no dia 1 de agosto de 1941, atualmente é um dos maiores representantes da comunidade LGBTQIA+ de sua época.

Ney Matogrosso – Foto: Divulgação

Marco Nanini

O ator, humorista e diretor de teatro, Marcos Nanini deu vida a centenas de personagens inesquecíveis da televisão e do cinema brasileiro, como por exemplo, um de seus maiores e mais memoráveis papéis, o Lineu Silva, de “A Grande Família”. Ícone de sua época, Marcos é um dos atores mais conhecidos do cenário televisivo do país, contracenou com outros grandes nomes como Pedro Cardoso, Marieta Severo, Selton Melo, Matheus Nachtergaele e muitos outros.

Nascido em 31 de maio de 1948, o artista se sente muito mais confortável para falar a respeito de sua orientação sexual hoje em dia, e defende também os direitos LGBT.

Marco Nanini – Foto: Divulgação

Sandra de Sá

Nascida no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1955, Sandra de Sá é um sucesso e grande nome da música no Brasil. Antes de iniciar a sua carreira, chegou a cursar psicologia, mas sentiu que tinha um chamado diferente em sua vida. Em 1978, Sandra atingiu o sucesso ao ter uma de suas músicas gravadas pela incrível cantora e compositora Leci Brandão, que cantou a música “Morenando”. Sandra é cantora, compositora e instrumentista. No ano de 1980, lançou seu primeiro álbum “Demônio Colorido” e desde então decolou em sua carreira.

Nome de grande popularidade entre a comunidade LGBTQIA+, Sandra é casada com Simone Malafaia desde 2017, e é também protetora dos direitos da comunidade.

Sandra de Sá – Foto: Reprodução
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