Vítimas de João de Deus: Atacada, ela fala da importância da esposa em sua recuperação

Nos últimos meses, a Netflix lançou a série documental João de Deus: Cura e Crime

Publicado em 05/05/2022 23:02
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O caso de João de Deus tornou-se afamado após o médium chegar a ser ‘deificado’ e reverenciado por pessoas que buscavam, por intermédio dele e do imaterial, a cura para doenças, tidas até como irreversíveis. João ganhou tanta notoriedade que chegou a ser entrevistado por Oprah Winfrey, jornalista norte-americana. Posteriormente, vítimas mulheres acusaram o líder espiritual de se aproveitar do poder que tinha perante as pessoas e da própria vulnerabilidade da vítima para cometer abusos sexuais.

João de Deus tornou-se réu em duas ações penais sob acusações de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, dada condição da vítima, totalmente ludibriada pela narrativa de que o médium seria peça-chave na resolução dos problemas.

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Nos últimos meses, a Netflix lançou a série documental João de Deus: Cura e Crime. A atração teve como cenário a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO) e mostrou todo o processo de apoteose do acusado. A série contou com depoimentos das vítimas. Dentre elas, Rejane Araujo.

Em entrevista exclusiva ao Observatório G ano passado, Rejane, que vive uma relação com Márcia há 9 anos, sendo 2 de união estável, nos contou como a sua esposa foi fundamental para o seu processo de restabelecimento.

Infelizmente perdi a minha mãe durante o meu processo de cura desse trauma, e meu pai não soube como me acolher. Ele é de outra geração e não sabia como se desconstruir nesse processo. A Márcia foi tudo e todos, foi o colo de mãe, foi a força do pai, foi a mulher empata a companheira carinhosa. Sem ela eu não teria sobrevivido, disse.

Hoje trabalhando no Candomblé, religião de matriz africana, Rejane deixa claro que a sua fé trouxe o acolhimento necessário, inclusive moldou o seu próprio eu.

Eu trabalho no candomblé e o que eu sou é o que esse terreiro me fez. Eu fui abençoada, como poucos nesse mundo, com alguém que me ama com tudo, com cada cicatriz, cada defeito e cada qualidade. E me amando tão sinceramente como ela me ama, não tem como não amar e respeitar o barracão de minha fé, que é parte essencial do meu caráter, contou.

Outros casos do divino sendo usado falsamente

 Na década de 1970, Jim Jones arquiteta o maior suicídio coletivo da história. O líder religioso ficou afamado após envenenar e matar mais de 900 pessoas – de uma só vez · O pastor começou a propagar a sua ideia de que ele e seus seguidores deveriam morrer juntos para ir a outro plano mais feliz.

 David Koresh entrou na órbita do Branch Davidians no início dos anos 1980. Em 1981, ao se mudar para a cidade de Waco, David integrou a seita Branch Davidians, criada em 1950, oriunda da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em algumas horas, a propriedade estava incendiada e fortes explosões ocorreram, matando 84 pessoas, incluindo o próprio David Koresh.

David pregava o celibato mas dormia com aproximadamente 15 mulheres, sendo a mais nova com 12 anos. Além disso, ele tinha o desejo de possuir 140 esposas, no qual 60 delas seriam suas rainhas, e as outras 80 as concubinas.

O controle do sexo feminino acontece desde tempos imemoriais. As odaliscas, tema de livros, poesias e músicas por conta da sedução emanada nas histórias, eram mulheres escravas compradas em mercados ou adquiridas em guerras, vendidas por sua própria família ou ainda raptadas. O costume emergiu em regiões islâmicas, as mulheres eram divididas em concubinas (amantes) e odaliscas (serventes).

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