Relacionamento abusivo na comunidade LGBTQIA+

"A gente não sabe que vive um relacionamento abusivo, não enxergamos o outro lado e ficamos cegos"

Publicado em 06/11/2021 00:33
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O relacionamento abusivo é um tema muito abordado nos dias de hoje, isso porque as consequências por trás dessas relações podem ser enormes e irreversíveis. Para tratarmos sobre o assunto, primeiro é preciso entender da melhor maneira o que é um relacionamento abusivo e as características que tornam possíveis identificar se você, ou uma pessoa próxima estão passando ou já passaram por esta situação.

É normal que na maioria das vezes não tenhamos o conhecimento de que estamos vivendo em uma relação assim, muitas vezes isso faz com que fiquemos presos nessas circunstâncias durante anos. Mas afinal, o que podemos considerar como abusivo?

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Um relacionamento é considerado abusivo quando ocorre agressão física, sexual e/ou psicológica em que um indivíduo tenta estabelecer e manter controle e poder sobre o outro. Quando abordado o tema, é comum que se fale a respeito das relações amorosas entre homens e mulheres cis, no entanto, não são somente os casais cis heterossexuais que estão propensos a passarem por esse tipo de situação. Dentro da comunidade LGBTQIA+, diversas pessoas já relataram terem passado por algum tipo de abuso em seus relacionamentos.

Como é o caso do jovem Caique, que conta ter perdido muitos amigos devido ao relacionamento abusivo que viveu. “Eu vivia apenas pela pessoa e perdi minha essência. E eu só percebi no final do relacionamento, quando eu vi a pessoa que eu me tornei. E quando eu vi que perdi amigos importantes por conta do meu relacionamento” relatou o jovem durante uma conversa com o Observatório G.

Ele também diz que teve problemas para viver de maneira tranquila e saudável outros namoros após ter terminado com o ex abusivo. “Isso acarretou em uma barreira para criar laços com as pessoas, não consegui criar sentimento por ninguém até hoje” desabafa Caique.

Em uma entrevista concedida ao site Universa, a psicóloga Adriana Nunan, explica que a violência doméstica homossexual é um dos três riscos mais preocupantes à saúde LGBT. “O tema só começou a ser estudado na década de 1990 (no caso dos heterossexuais, é pesquisada desde 1970), apesar de ainda existir um grau muito alto de resistência em falar deste assunto” disse Adriana.

Devido ao fato de muitas vezes nos recusarmos a aceitar que estamos passando por uma situação de abuso em um relacionamento, acabamos mentindo para nós mesmos e guardamos um segredo, quando na verdade deveríamos procurar por ajuda. O psicólogo Job dos Reis, diz que a falta de uma rede de apoio pode fazer com que a pessoa permaneça na relação, “A falta de uma rede social de apoio pode contribuir para a vítima permanecer nesse relacionamento abusivo. Alguns homossexuais não são aceitos pela família e, se colocar um ponto final nessa história, muitas vezes, não têm com quem contar” afirma Reis.

Ainda durante a conversa, Caique contou que na maioria das vezes as pessoas não sabem que estão vivendo um relacionamento abusivo, que é como se estivesse cego. “A gente não sabe que vive um relacionamento abusivo, não enxergamos o outro lado e ficamos cegos” conta ele. Mesmo que seja algo extremamente difícil, se achar que está passando por uma situação abusiva, é preciso enfrentar o problema de frente e buscar ajuda o mais rápido possível, para que possa se ver livre o quanto antes deste tipo de relacionamento.

Se perceber qualquer indício abusivo da pessoa com quem está, busque conversar com um psicólogo para poder entender melhor o que de fato está acontecendo. Caso não possa procurar por ajuda psicológica, converse com amigos em quem confia para ter uma visão clara da situação sem estar sozinho, mas lembre-se, o melhor é sempre buscar por ajuda profissional.

Mesmo os relacionamentos que começam de forma amorosa e carinhosa, podem se tornar abusivos, seja com abuso psicológico, físico ou emocional. Se passar por um caso de abuso físico, onde ocorra agressões, não hesite e procure as autoridades imediatamente, sua vida é mais importante do que qualquer relação, não se esqueça.

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