Qual o correto: LGBT ou LGBTQIA+?

Não há uma uniformidade sobre ter que usar LGBTQIA+

Publicado em 7/9/2021
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A sigla cresceu, justamente porque a identidade se constitui a partir das vivências, experiências sociais e do entendimento de cada ser sobre si mesmo. A partir de 1970, essas discussões ganharam mais robustez. O Grupo de Afirmação Homossexual, mais conhecido como apenas Somos, foi um grupo em defesa dos direitos LGBT, fundado em 1978. Aqui, lésbicas começaram a se organizar, especialmente porque identificaram machismo no comportamento de muitos gays. Nesta época, a discussão sobre a forma como a sigla, o acrônimo LGBT de hoje, é organizada já vinha à tona. Confira a história do movimento LGBT aqui.

A priori – GLS, que incluía estritamente os gays, as lésbicas e simpatizantes. Em 2005, no XII Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Transgêneros, a letra “b”, de bissexuais, foi acoplada formalmente à sigla. O T se solidifica para referenciar travestis, transexuais, e transgêneros. Então, forma-se GLBT – Contudo, como a percepção da realidade se altera quando observamos a forma como estamos inseridos nela, lésbicas entenderam que sofriam dupla opressão, por ser mulher e em decorrência da orientação sexual. Posteriormente, aprovado pela I Conferência Nacional GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), a sigla oficial passou a ser LGBT.

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Nesse sentido, LGBT ou LGBT+ acoplaria qualquer identidade, seja bi, gay, lésbica, agênero, assexual, intersexual, demissexual, dentre outras. Mas em um cenário atual e pós-moderno, a busca pela visibilidade fez com que a sigla se amplificasse, mas não há uma uniformidade nesse sentido, apesar de todas carregarem um significado. Há quem prefira falar LGBTI ou LGBTP+, por exemplo.

Segundo uma pesquisa do Guia Gay com a Knewin, uma startup que monitora a reputação de marcas, LGBT foi citado 320% a mais no Twitter Brasil que LGBTQIA+, considerando o período entre 11 e 28 de junho deste ano.

Uma pesquisa qualitativa (APÊNDICE A), contou com uma amostra de 50 pessoas LGBTs e sinalizou dados relevantes. 32% dos indagados se identificaram como gay, 24% se categorizam como lésbica, 16% bissexual, 10% como transexual ou travesti. 8% outro, enquanto 4% como queer, assexual ou agênero, ao passo que apenas 1% se entende como intersexual.

LGBTQIA+ o que é?

Orientação sexual – Diz como o seu desejo se manifesta e se orienta. O desejo nasce conosco, compõe nossa herança genética, é a pulsão sexual, conceito atribuído à psicanálise de Freud, sua atração, para qual pessoa se direciona os seus olhos quando a atração vem à tona. Já, ter um relacionamento romântico e a afetividade de modo geral, vai depender de exteriorizar este desejo.

Identidade de gênero – Em resumo, uma pessoa que não se identifica com o gênero designado em seu nascimento e decide transicionar. Estudar o tema é complexo, mas cientistas e teóricos, já deram suas vastas contribuições.  Dick Swaab, professor de neurobiologia da Universidade de Amsterdã que estudou a química cerebral da identidade de gênero, disse que o sexo pode ser julgado de maneira errada no momento do nascimento, porque as pessoas olham apenas para os órgãos sexuais e não para o cérebro. Além disso, ressaltou que o nível de testosterona é apenas uma pequena informação sobre o quadro geral.

L – Lésbicas – Mulheres, cis ou trans, que se relacionam sexualmente/ afetivamente com mulheres, cis ou trans.

G – Homens, cis ou trans, que se interessam por outros homens, também cis ou trans.

B – A bissexualidade é uma orientação sexual cuja característica central é a atração sexual e/ou afetiva por ambos os gêneros, o que difere um pouco do pansexual, que acopla todas as expressões de gênero, inclusive os que não se encaixam dentro do binarismo.

T – Trans é uma indentidade gênero, que já explicamos resumidamente. Quando uma pessoa não se identifica com o gênero de seu nascimento e, nesse sentido, decide adequá-lo à forma como se enxerga no mundo.

Q – Outro conceito complexo – quando falamos de complexidade, é justamente porque vários fatores são considerados. O Queer é uma transgressão, no bom sentido da palavra. É quando o sujeito não corresponde ao que muita gente entende por ‘heteronormatividade’, que já vamos explicar, e transita por gêneros diferentes. Anteriormente, eram tidos como ‘pervertidos’, a denominação foi ressignificada e hoje traz todos que não se encaixam no padrão vigente da sociedade. A Teoria Queer começa a se consolidar por volta dos anos 90, com a publicação do livro “Problemas de Gênero” (Gender Troube) da Judith Butler. 

Heteronormatividade seria um conceito para explicar pessoas que se encaixam dentro do que é considerado o normativo no tecido social.

I – Intersexual – Isso já é uma questão de anatomia, uma questão biológica, e ninguém nunca disse que fatores biológicos não são considerados. Basicamente, sujeitos que nasceram com uma anatomia reprodutiva e sexual e/ou um padrão de cromossomos que não se ajusta às definições típicas do feminino ou masculino. Para ser superpopular, muitos entendem ainda por ‘hermafrodita’.

P – Pansexual – .A palavra que tem origem grega, significa tudo ou todos. Para nós, lusófonos, é basicamente gostar afetivamente e/ou sexualmente de qualquer pessoa, desde que haja consentimento. Em síntese, o pansexual não se preocupa com a identidade de gênero ou orientação sexual do eleito, o que inclui pessoas não-binárias (que não se encaixam no binarismo, o feminino e masculino – ou transitam entre os gêneros).

D- Demissexual – demissexual, se olharmos sob uma ótica literária, é um romântico à moda antiga. Esta expressão da sexualidade designa o sujeito que necessita de envolvimento emocional para se entregar ao parceiro. O demissexual erotiza o envolvimento mais intenso, magnetismo e a intimidade psíquica.

+ O mais nos sinaliza que, quando o assunto é o outro, novas expressões de gênero podem surgir. Então, como pontuamos, não há uniformidade sobre a forma como a sigla deve ser usada, mas LGBT, LGBT+ e LGBTQIA+ figuram como mais recorrentes. Então, não precisa ter medo e nem gastar energia falando todas as letras do alfabeto para tentar ironizar a sigla, porque isso em longo prazo vai acabar cansando. O conhecimento ainda é o caminho mais proveitoso.

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