A justiça de Santa Catarina condenou um hospital, por demitir um médico gay que solicitou licença-maternidade após ter um filho por meio de barriga de aluguel. A entidade foi condenada a pagar R$ 120 mil ao funcionário.

O médico Wagner Alexandre Scudeler, de 41 anos, luta desde agosto do ano passado para vencer a ação. A barriga de aluguel foi contratada nos EUA, onde é permitido a prática.

Sendo um pai solteiro, portanto, único representante legal da criança no Brasil, o homem solicitou ao hospital a licença-maternidade, requerendo os mesmos direitos dados às mulheres que dão à luz aos seus filhos.


No entanto, logo após solicitar o pedido para acompanhar o nascimento do bebê nos EUA, Scudeler foi informado da demissão, sem juta causa. Inconformado, ele entrou na justiça, em busca de seus direitos.

“Eu, por quatro meses de afastamento, em uma situação análoga à de uma gravidez, estou condenado ao desemprego. Uma mulher grávida poderia ter a entrevista cancelada também. Posso dizer que senti na pele o que uma mulher passa no Brasil”, disse ele ao site Uol.