máscaras arco-íris
Jakub e David (jakubidawid/ Instagram)

Casal gay polonês resolveu distribuir máscaras arco-íris em zonas “sem LGBT”, para combater a homofobia e o coronavírus.

Segundo o Pink News, mais de um terço da Polônia está se comprometendo a se tornar uma zona “livre de LGBT”, evitando prestar assistência financeira a ONGs que trabalham para promover direitos iguais.

Homofobia no país

A intolerância é motivada em grande parte pelo Partido Legislativo e da Justiça (PiS), que frequentemente tem como alvo os direitos LGBT + como uma influência estrangeira invasora ou “praga” que ameaça a identidade nacional do país.


Mas Jakub e David, um casal gay polonês, decidiram que, diante da discriminação, espalhariam bondade e positividade durante a pandemia de coronavírus.

Em um vídeo do YouTube sobre o projeto, o casal disse: “Faltam medidas básicas de proteção e as máscaras se tornaram produtos escassos. Por isso, fizemos nossas máscaras e as entregamos às pessoas”.

“Mas nossas máscaras são realmente únicas porque são máscaras arco-íris! Assim chamada por muitos, a ‘praga LGBT’ está ajudando a proteger as pessoas de uma praga real”.

Jakub disse que pegou emprestada uma máquina de costura da avó e fez 300 máscaras com seu parceiro David para distribuir gratuitamente nas ruas das cidades de Gdańsk, Gdynia e Sopot.

Embora no vídeo do YouTube mostre alguns momentos tensos, a reação foi extremamente positiva. Quando um homem perguntou se havia máscaras de outras cores, o casal respondeu com confiança: “Não”.

A certa altura, um segurança se aproximou deles para dizer que eles estavam em uma “área privada”, mas depois acrescentou: “Mas no caso, se vocês estão com uma iniciativa tão boa, eu não me importo”.

Ao Pink News, Jakub disse: “Muitas zonas livres de LGBT foram criadas em nosso país, por isso tínhamos um pouco de medo de como as pessoas reagiriam, mas ficaram realmente tocadas com a nossa ideia”

“Foi ótimo ver que a máscaras arco-íris não assustaram as pessoas, mas as ajudará a se manterem seguras. Muitas pessoas polonesas nos chamam de praga, então pensamos que se ajudarmos as pessoas a superar a praga real, elas podem mudar de ideia”.