Bandeira LGBT
Bandeira LGBT (Foto: Wikkimedia Commons)

Segundo relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia, 329 LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homolesbotransfobia, só no ano de 2019.

Dados mostram que foram 297 homicídios e 32 suicídios. Isso equivale a 1 morte a cada 26 horas. O grupo indica uma redução de 26%, se comparado com o ano anterior, sendo que em 2017, foram 445 mortes e em 2018, 420.

Segundo o professor Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, a redução nos números se deve aos cuidados mantidos pela população LGBT após o discurso “homofóbico” do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores.


“A explicação mais plausível para tal diminuição se deve ao persistente discurso homofóbico do presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes dos ‘bolsominions’ nas redes sociais no dia a dia”, diz Mott.

“Isso levou o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da AIDS e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população”, completa.

“Há ainda a hipótese de que a criminalização da homofobia, equiparada ao racismo, teria inibido potenciais assassinos”, completou Domingos Marcelo Oliveira, coordenador da pesquisa, referindo-se à decisão tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em junho do ano passado.

Em tempo, Bolsonaro disse que decisão prejudicaria os próprios homossexuais. “O STF entrou na esfera penal, estão legislando agora. E essa decisão prejudica os próprios homossexuais. A decisão do Supremo, com todo respeito aos ministros, foi completamente equivocada”, afirmou.