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Conforme reportamos, 50 embaixadores, por meio de uma carta aberta, pediram respeito aos direitos LGBT da Polônia, visto que o governo do país se mostra irredutível quando o assunto é diversidade e pautas pró-LGBT.

“Expressamos nosso apoio aos esforços para aumentar a conscientização pública sobre as questões que afetam a comunidade lésbica, gay, bissexual, transgênero e intersexual (LGBTI) e outras comunidades na Polônia que enfrentam desafios semelhantes”, disse a carta assinada pelos diplomatas.

Todavia, o Brasil ficou de fora do manifesto, que foi enviado nesta semana ao governo da Polônia. A carta, incentivada a priori pela Bélgica, tem o intento de conceder “apoio aos esforços para aumentar a conscientização pública sobre as questões que afetam a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersex (LGBT+) e outras comunidades na Polônia que enfrentam desafios semelhantes”.


Esse caso mostra que o Brasil, de fato, adotou uma política externa que dá primazia à ideologia conservadora. Isso é visível na sua aproximação com países cujos governos são mais conservadores e autocráticos, apesar de não terem uma relação histórica nem relevante que justificasse essa prioridade senão o próprio alinhamento ideológico”, afirma o especialista, professor da FGV Thiago Amparo.

Ainda, segundo o entendimento do professor, a recusa do Brasil fere princípios fundamentais preceituados na Constituição Federal. O Artigo 4º, II, por exemplo, prevê que nas relações internacionais deve haver a prevalência dos direitos humanos.