“As pessoas podem ser homossexuais e a gente respeitar quem são”, diz Lula

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A coletiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, na última quarta-feira (10), está repercutindo e muito nas redes sociais e portais de notícias. Com o cartaz trazendo as frases: “Vacina para todos e auxílio emergencial já” é “Saúde, emprego e justiça para o Brasil”, o líder petista aborda diversos assuntos e um em especial, chamou a atenção sobre a pauta LGBT.

Lula saiu em defesa de políticas LGBT, das causas aos direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, em um cenário oposto ao do atual presidente Jair Bolsonaro. Em sua declaração, o ex-presidente Lula disse sobre querer “ajudar a construir um mundo justo, um mundo mais humano, um mundo em que a mulher não seja tripudiada por ser mulher, um mundo em que as pessoas não sejam tripudiadas por aquilo que querem ser, um mundo em que a gente venha abolir definitivamente o maldito preconceito neste país”.

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Ele ainda revela um desejo futuro: “Construir um mundo em que os jovens possam transitar livremente pelas ruas de qualquer lugar sem a preocupação de levar um tiro, um mundo onde as pessoas possam ser felizes onde quiserem ser, que as pessoas sejam o que elas decidirem. Um mundo onde a gente tem que respeitar a religiosidade de cada um. As pessoas podem ser homossexuais e a gente respeitar quem elas são”, diz ele em coletiva.

Não é de hoje que Lula luta pelas causas da comunidade LGBT+ e pela inclusão, respeito e diversidade. Em seus dois mandatos (2002-2010) enquanto presidente da República, ele fez história ao lançar o Programa Brasil Sem Homofobia em 2004, que foi coordenado pelo então ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda.

O programa teve como objetivo o apoio de instituições públicas e não governamentais, capacitação de profissionais e representantes do movimento LGBT, disseminação de informação sobre direitos e incentivo à denúncia de violações dos Direitos Humanos das pessoas LGBT. A iniciativa estabelecia a melhoria de políticas públicas, educação, segurança pública, trabalho, direito à saúde e mais. 

Lula também discursou na I Conferência Nacional LGBT em 2008, quando entrou para a história ao ser o primeiro governante de um país a inaugurar um evento político voltado para políticas LGBT. Na época, afirmou que era necessário ter “o dia nacional de combate ao preconceito” no Brasil.

Assista:

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