Campanha Suporte
Campanha Suporte - imagem divulgação

Nesta quarta feira (17) será lançado o projeto Suporte, uma colaboração de 22 artistas visuais LGBTQI+ de diversas cidades do Brasil que retrataram em uma camiseta um pouco da experiência de cada um durante a pandemia do COVID-19.

Os artistas desenvolveram uma ilustração em formato de um mosaico na estampa do produto, que será vendido através das redes do Suporte e terá a renda totalmente revertida para instituições que estão apoiando a comunidade neste momento crítico. As vendas têm um tempo limitado de apenas dez dias, entre 17 e 26 de junho, e segue o calendário do mês do orgulho LGBTQI+.

Em todo o mundo, a população LGBTQI+, principalmente a parcela trans, é uma das mais afetadas pela pandemia do COVID-19, desde taxas de desemprego à violência doméstica. Medidas são tomadas pelos governos e iniciativas sociais para reparar os danos causados pelo distanciamento social e aumentar a proteção a pessoas em situação de maior vulnerabilidade. No país, 90% da população trans e travesti trabalha no mercado informal (ANTRA) e está impossibilitada de exercer suas funções.


Foi a partir desses fatos que um grupo de amigues de diversas experiências profissionais percebeu que poderiam externar suas inquietações através de criatividade e coletividade para ajudar a diminuir o impacto negativo na comunidade.

Cada camiseta será comercializada por R$100 e o link para a loja virtual está na bio do Instagram, que também é o principal canal de comunicação da iniciativa. De toda renda arrecadada, serão descontados apenas os custos de produção e o restante do valor será destinado às doações. O projeto disponibilizará o acesso ao acompanhamento dos números da campanha para todes através de uma ferramenta online.

As instituições ajudadas serão: Instituto Transviver – Recife recebe novo projeto voltado para acompanhamento e apoio psicológico para as pessoas Trans, podendo se estender à população L, G e B. Casa Chama – Uma associação de cuidados LGBTQIPA+ plural e fluida, que surgiu da necessidade de criar mais espaços de discussão e ação focado nas pessoas travestis, transexuais, trangêneras, transvestigênere e não binárias.